terça-feira, 25 de novembro de 2008

De Orgulhosamente Sós a... Orgulhosamente Nós!

O INFANTE Deus quere, o homem sonha, a obra nasce. Deus quiz que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo. Quem te sagrou creou-te portuguez. Do mar e nós em ti nos deu signal. Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal! Fernando Pessoa in Mensagem

Cumpriu-se o Mar e o Império desfez-se... e agora? Que pode fazer Portugal para que se cumpra? Como inverter o ciclo de decadência que Portugal atravessa desde o século XIX e em que verdadeiramente se arrasta desde 1974?

Pode Portugal confiar-se novamente a Deus, pois só quando Ele "quere, o homem sonha e a obra nasce". A Ele confiar-se e à Sua obra dedicar-se. Não há outra maneira.

O que melhor define o povo português, como os outros povos hispanos, é o seu intrínseco cristianismo. Não como rótulo polido de uma embalagem vazia, mas como matéria crítica onde radicam os traços mestres da sua personalidade colectiva. Ainda hoje se notam vestígios dessa vocação cristã, apesar de todas as tentativas políticas para a sua destruição, perpetradas desde há dois séculos para cá: os portugueses nunca se conseguem mobilizar para a conquista de nenhum objectivo de índole económica (ou burguesa ) mas conseguem diariamente, sem sequer repararem nisso, verdadeiras proezas de caridade,solidariedade e evangelização.
Quem não se recorda das manifestações populares em favor do povo de Timor-Leste? A quem não chegou notícia dos heróicos feitos dos médicos portugueses da AMI? Quem desconhece a magnífica adesão que têm as mais diversas campanhas de combate á fome e à pobreza, em Portugal? Quem ignora o empenho dos missionários portugueses na acção social da Igreja, que só em África conta com 32 643 escolas primárias com um total de 12 435 890 alunos; e com 8607 escolas secundárias com um total de 3 438 139 alunos; e estabelecimentos de ensino superior e universidades onde estudam 121 902 alunos; e no campo da saúde, onde a igreja coordena 1046 hospitais, 5292 dispensários, 211 leprosarias e 723 residências para diminuídos e doentes crónicos? (dados de 2007)
Portugal tem vindo a decaír desde há dois séculos; mas não é por ter perdido um império. É pelo facto de os portugueses terem perdido a noção do povo que essencialmente são, daquilo que para eles é realmente importante e os concretiza. Por essa razão, olhando para si mesmos e não sabendo já o que estimar, perderam a auto-estima. Tudo quanto lhes chega de fora e de novo passou a ser axiomaticamente superior e de importação urgente.
Assim, rapidamente importámos o Liberalismo, ideología ironicamente elevada ao poder não por uma revolução mas pela mão de um rei, por esse mau homem que foi o pior dos reis de Portugal: D. Pedro IV. O Liberalismo, essa droga de efeito lento que leva as nações a desejarem os meios da sua auto-destruição social.O Liberalismo, esse ópio do povo.
Em Liberalismo, o indivíduo, o presente e o material roubam para si o estatuto todo-poderoso que a Deus pertence. Só o próprio e o imediato existem; e, como tal, o mais forte na jogo da judiaría burguesa impõe as regras. Os burgueses (sem escrúpulos) esmagam o povo, humilham o clero e deixam a fidalguia fraca e assimilada, uma fidalguía sem nobreza. Também a nível internacional, a alma mater da burguesia, a narcotraficante do liberalismo ganha ascendente mundial: a Grã-Bretanha.
Sob o efeito opiáceo do Liberalismo, acabámos por isolar-nos do mundo, com os restos do nosso império, orgulhosamente sós e cada vez mais dependentes do nosso dealer: foram-nos demonstradas pelo judeu luso-descendente David Ricardo as vantagens comparativas do livre comércio com a Grã-Bretanha mas sem atender aos efeitos da degradação dos termos de troca e ao consequente endividamento externo. Agravados por um consumismo crescente e uma pressão materialista interna, ansiosa de ter tudo quanto de fora lhe vendam.
Celebra-se em Portugal, no dia 1 de Dezembro, a Restauração da Independência Nacional em 1640. Mas, pergunto eu: desde quando um país endividado e encalacrado, desde há mais de duzentos anos, pode ser verdadeiramente independente? Que independência temos para celebrar?
Desde a Descolonização e afastadas as negras sombras do PREC, que em Portugal se aprecebe a impossibilidade de, sem império, vivermos orgulhosamente sós ainda que supostamente independentes. Por esse entendimento, Portugal procurou a integração europeia, o que se revelou um plano frustrado. Porquê?
Porque continuado ou mesmo agravado o seu endividamento externo, reduzido à sua dimensão demográfica e sócio-económica no contexto europeu, Portugal foi inevitavelmente empurrado para um modelo de desenvolvimento pernicioso, com um pacto de estabilidade e crescimento que não atende às suas necessidades e calendarização de investimento reprodutivo, nem aos mais altos interesses do seu sustentado equilíbrio estratégico...
... mas, sobretudo, porque a União Europeia é um projecto descristianizado, permeável aos avanços modernistas / franco-maçons, culturalmente desestruturante e desenraízador. Oferece fundos comunitários em troca de pax britannica, na sua versão actual, a americana. Impõe-nos uma estreita banda de decisão política e com doses suplementares do ópio liberalesco vai -nos adormecendo a todos, na ilusão democrática de que somos senhores da nossa vida e do nosso futuro, e de que esse futuro tem de ser risonho mesmo com a previsível futuraescassez de recursos. E que Deus nem é preciso para isso que isso aconteça.
Não, não somos mais independentes na União Europeia do que temos sido "orgulhosamente sós", pelo contrário. E quando digo que o não somos, falo também pelos nossos irmãos "do outro lado do rio", os espanhóis.
Voltemos uns e outros à nossa essência, e reunamos à nossa volta o mundo que construímos! Confiemo-nos a Cristo e à Sua Obra! Defendamos, todos juntos, a bandeira da Santa Tradição! E voltaremos a ser independentes! Orgulhosamente Nós!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Política Transfretana (2) - Fray Trabucaire

Mais um excelente artigo do amigo Fray Trabucaire ("O Irmão de Lá")
A la memoria de António Sardinha y Juan Vázquez de Mella, acaso el maderamen político más conjuntado y señero de la Tradición Hispánica. Le hacía sufrir estos días a mis lectores con un adelanto poético ( POLÍTICA TRANSFRETANA ) sobre mi propósito acerca de la Política Transfretana; algo que los hispanos de entrambas orillas del Guadiana e alem do Minho hemos de tener muy en cuenta. No es que mi triste " yo " lo piense así, sino que fue el " propósito inmediato ", la " conciencia de asignatura pendiente " de las Coronas de Portugal, Castilla y Aragón. Recordemos que en nuestro ser romano, " Hispania " significa la Península Ibérica y sus territorios adyacentes. Los romanos ya crearon nuestra provincia Tingitana, que conservamos hasta la invasión del islam de la Hispania Visigoda. " Trans Fretrvm "; allende el Estrecho, está el quid de la cuestión. Hispania Tingitana o Transfretana
Gracias a los amigos de Ediciones Nueva Hispanidad , a través de los escritos del profesor Ayuso en Carlismo para Hispanoamericanos, podemos degustar los " Dogmas Nacionales " que en su día expuso Juan Vázquez de Mella y Fanjul. Haciendo un breve resumen, exponemos lo siguiente: "..... Y ved, que el Estrecho de Gibraltar es el punto central del planeta, que allí está escrito todo nuestro Derecho Internacional; parece que Dios, previendo la ceguedad de nuestros estadistas y políticos parlamentarios, se lo ha querido poner delante de los ojos para que supiesen bien cuál era nuestra política internacional. Es el punto central del planeta: Une cuatro continentes; une y relaciona el continente africano con el continente europeo; es el centro por donde pasa la gran corriente asiática y donde viene a comunicarse con las naciones mediterráneast toda la gran corriente mediterránea; es más grande y más importante que el Skagerrak y el Kattegat, que el gran Belt y el pequeño Belt, que al fin no dan paso más que a un mar interior, helado la mitad del tiempo; es más importante que el canal de la Mancha, que no impide la navegación por el Atlántico y el Mar del Norte; es muy superior a Suez, que no es más que una filtración del Mediterráneo, que un barco atravesado con su cargamento puede cerrar, y que los Dardanelos, que, si se abrieran a la comunicación, no llevarían más que a un mar interior; y no tiene comparación con el canal de Panamá, que corta un continente. Dios nos ha dado la llave del mar latino. La geología, la geografía, la topografía, las olas mismas del Estrecho chocando en el acantilado de la costa nos están diciendo todos los días: Aquí tenéis la puerta del Mediterráneo, y la llave; aquí está vuestra grandeza......
La autonomía geográfica de España exige el dominio del Estrecho, la " federación " con Portugal, y, como punto avanzado de Europa, y por haber civilizado y engrandecido y sublimado a América, esa red espiritual tendida entre aquel continente nuevo y el viejo continente europeo...."
Difícilmente se puede explicar mejor no ya nuestro artículo, sino lo que ha de ser nuestro más claro propósito político en nuestra breve pero clara capacidad. Pienso que así lo entendió António Sardinha, y por ello mismo, hace la dedicatoria siguiente en su genial Alianza Peninsular: “A la memoria de aquellos soldados españoles que, regando con su sangre anónima las peñas de Marruecos, supieron dar vida, en un siglo sin esperanza, a toda la grandeza histórica de Portugal”.
Palabras sentidas, reales, sobrecogedoras; y más para un servidor, que tuvo un familiar que murió allá en el Marruecos. Pocas naciones lo tienen más claro que las dos que componen la Piel de Toro. Acaso el Protectorado del Rif fue un leve sueño, con la dificultad de los tiempos y la presencia del islam, y ya sabemos la dificultad extrema de las posibilidades de evangelización en tierras donde Mahoma ha arraigado más de la cuenta, donde la conversión a la Verdadera Fe se sigue castigando con la muerte. ¡ Alianza de civilizaciones !
A día de hoy, tanto España como Portugal, convertidas en repúblicas de burócratas y demás corruptos, donde los socialistas nos quitan el dinero para dárselo a los bancos y etcétera; si hablamos de este tema nos tacharán de soñadores en el sentido más despectivo de la palabra. Pero nosotros mismos, tradicionalistas ibéricos, debemos señalar lo que ya dijo Carlos VII: " Marruecos para España " ( Mientras un cretino y mil veces cretino Blas Infante hablaba de entregar España a Marruecos ). Nosotros mismos hemos de insistir sobre la importancia que tiene el Norte de África, y no ya sólo por " mera importancia "; sino porque es ¡ tierra nuestra !. Es nuestra seguridad, es nuestra justicia, es nuestra necesidad. Como dijo Mella, Dios nos la puso delante de nuestros propios ojos. No se entienden la expansión de España y Portugal sin el Norte Africano. Asimismo, los británicos lo han entendido muy bien, por eso mismo siguen ocupando Gibraltar. Porque no es sólo llenar el Peñón de monos, contrabando, usura, herejes y sefarditas; es tener un puente clave en el punto más estratégico del mundo y así mejor devorar nuestra economía y grandeza. Así como los franceses entendieron a los años lo que significaba África del Norte. Así como no podemos entender la Guerra de Angola sin echar la vista hacia el Sáhara. Nunca soportarán las otras grandes potencias la obra de la Civilización Hispánica y más en su " prolongación " natural; por eso mismo, no nos extrañe que pronto nos pase de las Canarias a Ceuta y Melilla lo mismo que nos pasó a los españoles en nuestra Guinea y el Sáhara o a los portugueses de Angola a Mozambique. ¡ Y cómo De Gaulle fabricó el estado alahuí, no respetando ni sus intereses ! Y recuerden los portugueses que Madeira y Azores siguen siendo codiciadas por los ingleses de hace mucho tiempo; al mismo Oliveira Salazar se lo dieron bien a entender con sus amenazas en la Segunda Guerra Mundial. Mas los enemigos siguen con chantajes y asechanzas, y no se estarán quietos. ¡ Hay que estar alerta ! Y el faro nos alumbra a una dirección. Y Gibraltar va en ello. Y a los amigos lusos les digo: Sé que Olivenza es portuguesa, pero os juro por lo más sagrado que preferiría una y mil veces que Gibraltar estuviera en manos portucalenses antes que con la Pérfida Albión. Y recordemos que la toma de Gibraltar, debida a los amigos de un incompetente Archiduque, no sólo se hizo contra las coronas de Castilla, Navarra y Aragón; sino también para impedir al vecino lusitano más acceso a su natural Transfretana. Sí, natural. Porque la Tingitana debe ser a nosotros ( ¡ Es que lo es ! ) lo que Siberia es para los rusos.
Si España y Portugal quieren recuperar su plena independencia política, hoy más magullada que nunca por los tiranos de Bruselas, deberán lograr armonizarse en una " confederación ", donde sin absorción ni confusión, puedan unir sus fuerzas diplomáticas, militares y económicas. Sólo así podremos hacer valer nuestra " capitalidad " ( Como dice el argentino Alberto Buela ) hacia nuestra América Hermana, Cristiana, Hispana. Repetimos que ésto no sólo lo entendieron los tradicionalistas, sino que podemos citar al " idealista " Ángel Ganivet como un serio defensor de esta causa; como muchos militares sin " vinculación política " a los que se les llamó " africanistas ". ¿ Y qué diremos del genial Ramiro de Maeztu ? Recordarán ustedes que insisto en que el portugués es marino; pues bien, a ese gran marino que ha llevado la Orden de Cristo hasta los más recónditos confines le han cortado las velas. Los mismos que han destrozado los galeones conquistadores de España. Los mismos que nos han querido enfrentados y alienados. Y recordemos que a través del actual Magreb se vienen haciendo todas las operaciones posibles para mermar la realidad y el poder de nuestros maltratados y hoy anestesiados reinos. En el África tenemos mucho que hacer; y es posible que nos vuelvan a echar leyenda negra; los mismos que han hecho barbaridades allí y que ahora apoyan las peores matanzas. ¡ Hipócritas ! Hipócritas y envidiosos de la hercúlea labor hispanoafricana. Los mismos que siguen en las Malvinas o en otros puntos de la América Hispana. ¡ La unión hace la fuerza ! Nuestra Comunidad Religiosa y Cultural nos está llamando. Y mientras más claros son nuestros intereses, más parecen muchos compatriotas querer alejarse....
Hoy vivimos en sociedades que hace muchos años que dejaron de ser tanto católicas como monárquicas. Y sabemos que nuestra Política Transfretana en Comunión no podrá venir sin nuestros pilares. Todo lo que haya sido renunciar a ello no ha producido sino mal, mayor o menor. No en vano, si nuestra lucha hoy puede sonar " tímida ", hemos de luchar para engrandecerla. Y no podemos renunciar a nuestra política, aunque sólo se quede en nuestras humildes voces: España y Portugal, en lo inmediato, han de luchar por esa Política Transfretana. Tanto para honrar la memoria de tantos héroes y por una coherente visión de futuro. Nos va mucho en ello. Y repetimos con Mella: Dios nos lo puso delante de los ojos. Parte de nuestros más importantes y posibles recursos establecen ahí el quid de la cuestión. No es sólo la " mitología ", sino que las Columnas de Hércules son los pilares que nos sustentan como patrias; y hace siglos que nos hacen tambalear.
No más bajadas de pantalones. No más desconocimiento de nuestros héroes. No más complejos de inferioridad. No más inconsciencia. Aparcar este tema, aun al socaire de los tiempos tan duros que corren, es seguir consintiendo nuestra minusvalía. Las ideas están más que sentadas, desde los gloriosos tiempos de la Reconquista hasta las fuerzas contrarrevolucionarias. Nos falta lo material.....¡ Pero para eso estamos, para eso y más se nos requiere, desde los tiempos de D. Carlos y D. Miguel !

sábado, 15 de novembro de 2008

142.º Aniversário da Morte d' El-Rei D. Miguel

Cumpriram-se ontem, dia 14 de Novembro, 142 anos desde a morte d'el Rei D. Miguel. Muitas vezes se fala também da morte do Miguelismo. Isto porque o Pretendente Miguelista, que é igualmente o Cartista, Dom Duarte Pio de Bragança, não faz juz à sua condição de primeiro defensor da monarquia tradicional.
Arvora ao invés a bandeira azul dos "malhados", em tudo quanto faz e diz, quando desse tudo se aproveita, para os mais altos interesses de Portugal, alguma coisa sequer. Os Miguelistas estão órfãos de líder, de "abanderado", de esperança - por isso se diz que o Miguelismo morreu. Mas não estão e nunca estarão órfãos de causa: pois a causa do tradicionalismo é eterna e tem natureza de bola de péla: quanto mais forte a mandam ao chão, mais alto ressalta ao ar, triunfante! O Miguelismo é como foi, desde o início, muito mais que um Rei ou Reinado ou o saudosismo desse Rei ou desse reinado: D. Miguel não foi um Rei exemplar, como não foi um homem exemplar e do seu reinado, marcado pelas privações, pela repressão e pela guerra costante, não há muitas razões para se ter saudade. Todavia, cumpriu a missão que se exige de um príncipe de Portugal que é a que se exige de um príncipe de Espanha: comprometer toda a sua vida na defesa intransigente de três princípios: Deus, Pátria e Lei. Depois de D. Miguel, Portugal perdeu esses três princípios: perdeu a sua aliança sagrada com Cristo, despojando a Sua Santa Igreja do respeito, da dignidade e dos meios indispensáveis que garantam a Sua Sagrada Missão Evangélica. Sem Cristo não há nada, pelo que não há Pátria nem Lei. Pátria e Lei foram sendo sucessivamente empenhadas, para sustento da inaplacável voracidade da burguesia internacional, apostada no domínio do mundo e na destruição do catolicismo, armada pela maçonaria de modernismo, que é a defesa de tudo quanto é moderno, mesmo que seja uma moderna porcaria. O Tradicionalismo Hispano não repudia tudo o que é moderno, como não promove tudo quanto é antigo: é uma filosofia de escolha própria, de não comer de tudo quanto novo seja, sem saber se nos faz proveito. E como o podemos saber em qualquer tempo? Somente à luz do que não tem princípio nem fim: Deus, Nosso Senhor Jesús Cristo. Cito, a propósito, Don Juan Vásquez de Mella: "Lo que diferencía el hombre del animal es el tradicionalismo. Esto ultimo carece de él." Sejamos homens, procuremos Deus e voltaremos a ter na Península, Pátria e Lei. Até lá que Deus Nosso Senhor vá dando eterno descanso à alma de El-Rei D. Miguel. VIVA EL-REI D. MIGUEL DE PORTUGAL E D. MARIA TERESA DE BRAGANÇA SUA IRMÃ, VIVA D. CARLOS V, LEGÍTIMO REI DE ESPANHA! VIVAM O MIGUELISMO E O CARLISMO PARA SEMPRE!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Una de Rusos - Fray Trabucaire

Do Amigo Fray Trabucaire, um precioso olhar geo-estratégico pleno de actualidade e oportunidade! Visite http://lasantaalianza.blogspot.com/
Que Daniel Estulin " previera " en el 2006 un conflicto " ruso-caucásico " motivado desde los Estados Unidos en el 2006 no tiene nada de particular, y máxime siendo él de origen ruso. Empero, tal y como se ha venido tratando el conflicto en Georgia por la prensa occidental tiene unas dosis de simplismo embustero que raya en la estupidez más supina.
Veamos: Lenin, después de ser financiado por potencias occidentales a través de Suiza, toma el poder. Se hace exactamente lo mismo que hicieron al financiar la Revolución en Francia, y se va a dar un proceso histórico muy parecido, para desgracia de las Rusias. Tras la Segunda Guerra Mundial, Inglaterra y Estados Unidos, amén de otras potencias occidentales lacayas de la hegemonía anglosajona, no hacen absolutamente nada por restar el poder del comunismo. Se aseguran sus colonias, que únicamente cambian de mano en todo caso, y pactan con Stalin, uno de los asesinos más asquerosos de la Historia, que ya es decir. No hacen absolutamente nada por los muchos y pobres presos que lucharon contra la tiranía comunista y no porque fueran " filonazis ", sino que se los entregan al " Tío Joe " ( En palabras de Roosevelt, que no fue mejor que Hitler o los comunistas ). Después de matanzas masivas e indiscriminadas desde Alemania al Japón, dejaron su señuelo histórico grabado al dejar a polacos, húngaros y lo que te rondaré morena al amparo de la hez marxista ( No hicieron nada por los polacos cuando los nazis invadieron, por qué habrían de hacerlo ahora ). En pocas palabras, una y otra vez, le pusieron al comunismo en bandeja desde la Europa Central hasta el Extremo Oriente; pero continuando ellos con un dominio global que ni el mismo Hitler hubiera soñado. Éstos son los caudillos de la democracia y la libertad.
Desmoronada la URSS, terminando de arruinar la economía rusa en manos de grandes y mafiosas compañías que de la noche a la mañana pasaron del comunismo al capitalismo ( ¡ Qué cosa ! ¿ Verdad ? ), la Gringada y su colonia europeísta no hacen absolutamente nada por " integrar " a Rusia. Movilizan a la OTAN con el único propósito de hacer leña del árbol caído, y de saquear barato, buscando principalmente el petróleo, el gas y las drogas. La pela es la pela, supongo.
En el Cáucaso, que por muchas cosas puede ser siempre un polvorín, y concretando en Georgia, la CIA y el Mossad ponen a dedo a Saakashvili, un peligroso megalómano con aires de dictadorzuelo que da un golpe de estado y se quita de en medio a Shevardnadze y aniquila sin miramientos a toda la oposición. El sujeto este, envalentonado, se pone a sangre y fuego contra Abjasia y Osetia; buscando allanar el gas, el petróleo y más negocios para Estados Unidos. Los yanquis, muy mal acostumbrados a que casi nadie les tosa ( Como pasa aquí con los hijos de PRISA ) creen tener la sartén por el mango; pero cuál es la sorpresa cuando el gobierno ruso, ahora en forma de república caudillista, da el salto y machaca. ¿ Qué hacen Europa y Estados Unidos ? Dejar a su golpista de cabecera más solo que la una, con la consiguiente vergüenza que reconocen no pocos georgianos. Un Saakashvili, recuerdo, que no le ha quitado el monumento a Stalin, y que lo que anda defendiendo con Estados Unidos e Israel es la legalidad máxima de las fronteras redefinidas por el pachá.
Sí, Putin es un mal bicho. Fue agente de la KGB y es despiadado. ¿ Pero y Bush ? ¿ No es acaso un masón de Skulls & Bones, arrastrado por la mafia petrolera tejana y culpable de muchísimas atrocidades por más de medio mundo, amén de ser hijo de la CIA ? ¿ Acaso la CIA es mejor que el KGB ? Eso refirió Solzhenitsyn cuando fue criticado al recibir el premio estatal ruso por parte de Vladimir Putin. Como dice el avezado periodista Alfonso Rojo, parece que nos creemos que los rusos están predestinados genéticamente a ser unos bestias y que en todo caso ahora eran un gran oso de cartón. Pues no, ni una cosa ni otra. ¿ De verdad nos extrañamos de la actitud de los " alanos " ? ¿ O de que muchos rusos apoyen a Putin ? ¿ Qué tendrían que hacer ?
Se dice que esto puede reavivar el paneslavismo " ortodoxo ", que ciertamente puede tener la forma de un perro rabioso. Pero no lo creo. Puede que haya algún tinte, importante; pero no creo que esa sea la base total. La base total es que no podemos pedirles a abjasios, osetios o rusos que se conformen ante los dictados del Gran Yanqui porque sí, como hacemos nosotros. La cosa está en que no nos puede parecer extraño que abjasios u osetios prefieran a Rusia antes que a la Unión Europea; porque Unión Europea significa Turquía. Turquía, después del Afganistán, es con el Kosovo la base del opio para Europa. Curiosamente, amiguísimos de Yanquilandia. Y Turquía significa para muchos pueblos de la zona lo que significa. No, las cosas no son tan fáciles, ni todos se bajan los pantalones como nosotros en el Sáhara.
El polvorín caucásico es uno de los grandes teatros del mundo, donde se está desarrollando una lucha sin cuartel por los intereses que ya hemos detallado. Si hubieran tenido algún interés ante la potencia rusa, que ciertamente por cultura y espíritu tiene más cercanía a nosotros que el Gran Turco o los sionistas, igual se hubieran evitado muchas cosas. Pero la avaricia rompe el saco. Y no ya Putin o su Medvedev, que sabemos lo que son; sino que cualquier gobernante ruso, en condiciones similares, hubiera optado por lo mismo. Se dice que es peligroso el sistema de alianzas rusos. Claro que lo es, ¿ pero acaso le han dejado otra opción ? Aun así, por el momento, Rusia está guardando las formas con Europa, con una Europa inútil y lacayuna que puede ser arrasada por una potencia militarmente muy superior. Estados Unidos no acaba en su cobarde matanza de Irak y presionado por el Grupo Bilderberg irá en breve por Irán ( Irán no es Irak...) y Siria; y Afganistán se le está yendo de las manos, y en Pakistán suenan vientos de tormenta. Salió Obama, pero tanto él como McCain defienden la política del sherifatto; que al final, va hacia lo mismo. Así se lo están guisando y así se lo van a comer.
No es sólo Rusia, sino que ya hay cada vez más potencias que contestan al yanqui, que ha sido y es tan bruto y sanguinario como los otros. Se están formando bloques globales que a veces nadie entiende. USA sigue sin entender qué es el mundo islámico. Sí, el mundo está loco, definitivamente. A esto nos han llevado tantas revoluciones, tanta falsa libertad, tantos parásitos políticos, tantas oligarquías y burocracias, tantas hipocresías y logias, tanta avidez. Estamos en una carrera de fondo en la que vamos de culo, cuesta abajo y sin frenos. Y Rusia va a tener que tomar decisiones. Y no sólo Rusia, sino que ahí están los tigres asiáticos, empezando por la China mao-esclavista.
Llevamos ya tres siglos de hegemonía anglosajona. Y no es la hegemonía de la Inglaterra de la Catolicidad, sino de la primacía masónico-anglicana y su liberalismo. Falso papado al que el Gran Gringo jamás renunciará. Apoyando revoluciones, herejías, divisiones e historietas en todos lados mientras acrecentan su imperialismo, haciendo amigos y enemigos ( Saudíes, alahuitas, talibanes, Ben Laden, Gadafi ) según convenga, y encima con la hipocresía habitual de la conocida " flema ". Los hispanos llevamos sin levantar cabeza desde que nos invadió Napoleón. Ya es hora de que nos demos cuenta de lo que hay. No nos queda otra: Firme y real alianza con Portugal y con nuestra América. Yo, personalmente, deseo que esta hegemonía se acabe de una vez por todas. Y ello no será posible mientras no nos enteremos aún de qué va la película y de cuáles han de ser nuestros objetivos; porque seguimos invadidos en nuestras propias tierras, desde la Península a América, por gente que tiene las cosas mucho más claras que nosotros. Y sabemos que lo nuestro vendrá por lo que los carlistas venimos defendiendo de hace mucho, con nuestros hermanos miguelistas; y no por cantos de sirena o por males menores.
Mas dicho esto, parece ser que hay problemas con Armenia. Rusia cometería un terrible error si ataca a los armenios en favor de los azaríes, que por muy " pro-rusos " que se digan, son turcófonos y muslimes. Y Turquía podrá jugar sus bazas. Todo esto nos va a salpicar de un modo u otro en esta aldea global del gran hermano que todo lo ve. Y así, también veo que Rusia comete un error si no busca la alianza con el pueblo georgiano por encima del tirano que ha puesto la CIA y el Mossad; porque Georgia no es el enemigo de Rusia. Quien así lo ha querido han sido otros. Y sin embargo, políticos irresponsables, en su día abandonados por " Occidente ", desde Ucrania a Polonia se echan en brazos de una OTAN que siempre los despreció, poniéndose en un difícil e innecesario papelón. ¿ Qué habrían de hacer ? A saber; en política internacional hay tantísimos grises.....Pero desde luego, su actitud va a acabar siendo suicida.
Quisiera una Rusia que volviera a sus tradiciones, quisiera más acercamiento real con los " ortodoxos " y que éstos fueran volviendo al seno de Roma. Esto ya es soñar....Pero es que Rusia es la única potencia con la que podríamos aliarnos para combatir a enemigos muy poderosos. Y Rusia, la solitaria y maltratada Rusia, no está por la labor. Y casi que lo comprendo. ¿ O no entendemos que los rusos no sean " pro-occidentales " ? Normal, si es que yo tampoco lo soy, si esto es Occidente.
Rusia tiene sus fallos, muchos fallos; pero no tenemos categoría moral para achacarle nada. Y menos los Estados Unidos; directamente responsables de muchas cosas, tanto sus políticos como sus poderes empresariales/sombríos.
En fin, qué se yo. El mundo está loco.
Kyrie elesion, Christe eleison.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Ser Portugués: Que extraña forma de Vida...

(para se leer y se escuchar lo fado de Amália Rodrigues con lo mismo nombre)
http://br.youtube.com/watch?v=H7ha2sh0gnY
El excelente texto de Joaquim Maria Cymbron “As três negações de Portugal” (http://legitimismo.blogspot.com/2008/06/as-trs-negaes-de-portugal.html) nos presenta un fenómeno que es en la verdad endémico a la portugalidad y como que un rasgo típico de Portugal y de los Portugueses: la contradicción.
Portugal se contradice diariamente, sin arrepentimiento alguno, en las pequeñas cosas como en las grandes. ¿Porque? Porque el Portugués hace de la fantasía su realidad, una realidad que cree solidamente justificar los más improbables y incongruentes proyectos: es un soñador, un lírico, un mentiroso… que solo miente a el mismo.
En algunos casos el Portugués reconoce el diagnostico: en Portugal es costumbre decirse que “de poeta y de loco todos tenemos un poco”. No hay duda: Portugal es un país de poetas. Fernando Pessoa, uno de los grandes nombres de la poesía portuguesa, define admirablemente el poeta en su Autopsicografía: “O poeta é um fingidor: finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que verdadeiramente sente.”
Ni siempre lo reconoce todavía: si el sueño le llevó, “por mares nunca dantes navegados” a crear un imperio con presencia en todos los continentes del globo, nacido de un país de uno millón de habitantes al tiempo – hecho que sería imposible si no fuera real - la fantasía también le hizo desplegarse del suelo, volar fuera de la Verdad, la Luz y lo Camino que es Jesucristo y precipitarse como Ícaro en una auto destrucción a tres tiempos descrita por Cymbron. Eso lado oscuro de su bipolaridad colectiva no lo reconoce Portugal.
Más rápido se apaña un mentiroso que un cojo. Las constantes contradicciones están a la vista de todos, por mucho que no las quieran ver. Algunos ejemplos estructurales:
La Nacionalidad: El nacionalismo portugués siempre se ha afirmado contra España, más concretamente contra Castilla. Pero una afirmación por una negación es en si mismo una contradicción. Es en la verdad una relación que tiene tanto de amor como de odio. ¿Si así no fuera, como se explicaría en las armas de Portugal las Quinas estuviesen abrazadas por las armas de Castilla? ¡Si! No son los supuestos siete castillos moros conquistados en Algarve!
En las primeras banderas portuguesas en que eso elemento aparece, los castillos tienen número variable e siempre más que siete. Eso elemento fue en la verdad introducido por El-Rei D. Afonso III en memoria de su madre… que nació en Castilla. ¿León, Aragón, Navarra, Granada, alguno de esos reinos que forman la moderna España tienen las armas de Castilla en las suyas? Otra cuestión curiosa es que lo Día de la Nación (antiguo Día de la Raza) lo 10 de Junio conmemora la supuesta muerte y no el nacimiento de Portugal (solo conozco un caso semejante, lo de la Serbia). En la dicha fecha de lo año de 1580 quedaba muerto Luís Vaz de Camões, segundo la leyenda, con la muerte de Portugal como país independiente, por los sesenta años de unificación peninsular construida por D. Felipe II.
Las armas del supuesto enemigo en las nuestras... día de victoria que conmemora una derrota… a mi me parece antes un caso pasional… ¡y que aún va acabar en casamiento!
El Estado y la Política: Portugal es, hace casi 100 años una república. Pero una república que mantuvo en su bandera las armas que fueron Avis y Bragança, las armas del Portugal monárquico. Hace tiempos me decía un italiano: “Hombre, nosotros expulsamos los Saboya para siempre… no entiendo que república laica es la vuestra que recibe la familia de los antiguos monarcas y que festeja sus bodas y sus bautizados como se de una ceremonia de estado se tratara.” “Más”, le dijo yo con amargura, “D. Duarte acompaña y ayuda lo gobierno republicano en todo lo que le piden”. Otro caso extraño es que, desde hace muchos años, pero con mayoría de razón desde que hay elecciones “libres”, que es casi imposible que un jefe de estado, un presidente de la republica no sea reelegido y cumpla lo máximo tiempo de ejercicio que la ley portuguesa permite, que es de diez años. Más tiempo pudiera mantenerse en lo poder, más tiempo los portugueses le darían para tal. Los portugueses son monárquicos viscerales, mismo que no lo sepan. No hay elecciones presidenciales que tengan más que 30 a 40% de participación de votantes.
Portugal quise la republica pero los portugueses no la quieren.
La Religión: En cualquier encuesta que se haga los Portugueses se dicen cristianos católicos. Y se puede decir que las iglesias se veen llenas al domingo y no es mentira. O mismo que se construyó una nueva catedral en Fátima para 10.000 personas o que el dicho santuario recibe todos los 13 de Mayo 500.000 peregrinos o más. Todavía, los portugueses escogen para gobernarlos, una vez después de la otra, los más acerados masones, los peores enemigos de la Iglesia. O más grave, deciden en referéndum que se debe despenalizar lo aborto, así como confirmarán todas los crímenes contra Cristo que pasen de la cabeza de lo Presidente del Gobierno Español para la del Primero Ministro Portugués. Aún más fantástico, en un país en que la porcentaje de votantes que manifiesta su apoyo a ideologías de extrema izquierda revolucionaria llega a casi un quinto del total, se descubre que la grande parte de los votantes del partido comunista es al final… cristiana católica, como lo es mucha de la población del Alentejo, la tradicional base de apoyo del partido.
¿Los portugueses tienen una cristiandad suicida? ¿O defienden lo comunismo mesiánico? ¿Será que saben exactamente en qué acreditan?
La Sociedad: habiendo vivido las tres revoluciones sociales de habla Cymbron y una supuesta sociedad sin clases, lo que pasa es que mismo con un presiente gobierno supuestamente socialista las diferencias de rendimientos entre los portugueses jamás han sido, en toda su historia, tan acentuadas. Las diferencias sociales, por desaparecimiento de la clase media son hoy mayores que nunca. Continúan todavía los portugueses a ser extremamente reverénciales y formales: se tratan los simples graduados de las universidades por “Senhor Doutor”, lo tratamiento de “Excelencia”, sobretodo por escrito, es extremamente común y utilización de la tercera persona casi indispensable en sociedad. Los portugueses aunque probadamente circunspectos y melancólicos, con sus fados y baladas tristes, son personas que reciben los visitantes con una pungente amabilidad, con una contagiante y sencilla sonrisa. Mismo que les tenga nacido un hijo en eso día, si les preguntan como están, contestan: “Vamos andando…” o “como Deus quer…”.
¿Y nosotros, los Portugueses, sabemos lo quiere Díos? ¿Sabemos lo que queremos?¿En qué nos quedamos? ¿Queremos lo que no queremos? ¿Somos lo que no somos? ¿Cambiamos pero ni tanto así?
"Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer —
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora! "
- Fernando Pessoa, in Mensagem -

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

El PORTUGUÉS ES MARINO - Fray Trabucaire



Un colono de las Malvinas,
Portugués de nombre Jacinto,
Panadero, pastor....¡ Marino !
Allá en Portugal, las quinas....

Allá en Portugal, todos son marinos;
Eso el buen Jacinto decía,
Con razón y gallardía,
Es la Historia, el destino;

El luso busca la libertad,
Llama a la aventura,
El comercio lo asegura,
La Orden de Cristo para la mar....

El portugués de Pessoa,
Era de barcos, muelles y puertos,
El portugués de Camões aún no ha muerto,
Tendrá que resurgir en buena hora,

Buscad entre portugueses,
Y muy pronto hallaréis marinos,
La Casa de Avís guió el camino,
Senderos de cristianos potentes,

Buscad en un ruso,
Y hallaréis un campesino,
Pensad en el marino,
Hallaréis al luso,

Del santuario y la ermita,
A los mares y los continentes,
Las capitanías sembraron conscientes,
Pátria Nova recogió la misiva....

Portugal melancólico, olivarero,
Al dulce café arribaste,
Portugal, Portugal de saudade,
Fado cantas con quejido marinero.
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Do meu AMIGO e poeta Fray Trabucaire in http://lasantaalianza.blogspot.com/2007/10/el-portugus-es-marino.html. Estarás sempre por cá, pá!

Para Ordóñez

Da terra quente, Do mar bramante, Salta à vista, desarmante, A bravia mas apaixonante Mulher que é Espanha, a Valente! Olhos de fogo, jade luzente Que cegam o ímpio e guiam o crente! Mais lindos não vi. E sou errante! Luso do Mundo! E teu amante… Escondido no Poente. Orgulhosa e desafiante, De altivo semblante Não se dá a toda a gente! É casta mas insinuante, E faz do Luso um padecente… Por seu amor, inconstante! Às vezes gelado, outras fervente! Dominador e ameaçante! É paixão forte e desconcertante De ternura e fúria dissolvente! Mas não se pode negar o que sente O coração! Não se lhe mente! Um dia casarão! Mesmo distante,
Casarão! O Luso e a sua Amante… …E Deus ficará contente!