quinta-feira, 26 de março de 2009
EL CONGRESO ANTIMASÓNICO DE TRENTO - 1896
quarta-feira, 25 de março de 2009
NEVOEIRO
Olha como está o dia,
É puro nevoeiro,
Fevereiro ja morreu,
Desperta-se o meu sentimento,
E assim, estou como aquela,
Canção que nunca escutei,
Ou como aquela volta,
De que nunca voltei,
Nevoeiro de dia,
Nevoeiro da memória,
Nevoeiro, como um sonho,
Que quer fazer-se história,
Nevoeiro insubstancial, mas....
Porque meu sentimento acirra,
Como se estivera procurando,
Uma esperança sebastianista?
Este nevoeiro, está no céu?
Está no céu ou vem dele ?
Ai, quem sabe isso,
Nevoeiro este, ou aquele....
O nevoeiro tem um tom,
Ou em verdade, tem muitos,
Será, pois, de hesitação,
Ou é uma poeira de mudos?
Ai, mas eu não sei ainda,
Porque fico pensando,
Nos dias de nevoeiro,
Querendo atingir um fado,
Ai, nevoeiro que parece
Ser a derradeira saudade,
Nevoeiro para lembranças,
Nevoeiro para a íntima arte,
Dia de nevoeiro,
Dia como que português,
Dizem que traz chuva,
E o que está por trazer...
Ah, em dia de nevoeiro,
Quantas coisas são pensadas,
E com isso, minha cabeça,
Sempre como se fosse lusitana.
IBÉRICO SOLAR
Ibérico solar,
Que me vio nacer,
En la tierra del sur,
Que yo siempre amé,
Ibérico solar,
De águilas imperiales,
De altivos leones,
Veras majestades,
Columnas de Hércules,
Ibérico solar,
Antigua Geroneida,
Rasgo inmortal,
Ibérico solar,
Luz de Viriato,
De Indíbil y Mandonio,
De Culchas y Chalbo,
Ibérico solar,
Dispuesto para la guerra,
Objeto de codicia,
De oleadas extranjeras,
Ibérico solar,
Resabio de patria,
Aroma de vino,
En nombre de Hispania,
Ibérico solar,
Por la Cruz cimentado,
Borgoña y Orden de Cristo,
El Apóstol Santiago,
Ibérico solar,
Popular patriarcado,
De espíritu universal,
De semilla y sembrado,
Ibérico solar,
Maderamen corajudo,
Austero y sobrio,
Valiente y forzudo,
Ibérico solar,
Tan difícil como intenso,
Tan llano y montañoso,
Tan fértil como seco,
Ibérico solar,
Magnífico y fecundo,
Ardiente y fresco,
Sonriente e iracundo,
De héroes y santos,
Ibérico solar,
¡ Por Dios y por la Virgen,
España y Portugal !
segunda-feira, 23 de março de 2009
Livros: Autores e Obras do Legitimismo ( BLOGUE NACIONAL-CRISTIANISMO)
domingo, 22 de março de 2009
MAGNA OBRA DE LA HISPANIDAD
La magna obra de la Hispanidad,
Se escribe con nombre de universo,
Obra humana y divina,
De conquistador y misionero,
La empezó Portugal,
Con las rutas africanas e índicas,
Aragón para el Mediterráneo,
El Atlántico para Castilla,
Goa, Macao, Timor,
Y de la Berbería al sur de Guinea,
Así como fue el mediodía italiano,
Así como fue la hora de América,
Fuimos con estandartes cruzados,
Arribamos con pendones reales,
Fueron Azores y Madeira,
Y Canarias de horas celestiales,
Fueron los puertos andaluces,
Fueron los astilleros vascongados,
Fueron los conquistadores extremeños,
Fueron leoneses y castellanos,
Fueron las quinas de Avís,
Cruzadas por la Orden de Cristo,
Y fue la Cruz de Borgoña,
Que tanto bien nos hizo,
Desde Oregón a la Tierra de Fuego,
Así fue la Nueva España,
Como fueron los Reinos del Perú,
Latidos de una obra magna,
Y fueron las Filipinas,
Y fue el crisol de razas,
Unidas en Dios y en Reino,
Componiendo las Españas,
Fue la Unidad Católica,
La que todo hizo posible,
Porque la fe mueve montañas,
Y la dificultad hace apacible,
Fue posible y hermoso,
Fue por España y Portugal,
Fue el trabajo misionero,
Magna obra de la Hispanidad,
Fueron universidades y colegios,
Fueron imprentas y hospitales,
Fueron gloriosos ejércitos,
Fueron conventos y catedrales,
Magna obra de la Hispanidad,
No te suicides, por Dios,
Haz de tus dos grandes familias,
Un sincero y aliado corazón,
Magna obra de la Hispanidad,
¡ Sé un pasado en marcha ! ¡ Vuelve
Por nuestra romana civilización,
Por Portugal, por España !
Un gran doce de Octubre,
Como férrea defensa de la Hispanidad,
Como hubiera querido Sardinha,
Así sea nuestra gran señal.
quinta-feira, 19 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
CANCRO SOCIAL
CANCRO SOCIAL
O poder é! E o poder que é chama para a governação pública quem quer e como quer:
Aqui convida um número restrito; além, um mais alargado. Agora, dá-lhe força deliberativa; mais adiante, só lhe concede valor consultivo. Congeminações à volta deste assunto, que se ocupem em procurar como deveria ser aquilo que é e deixem de analisar o que é, constituem o passatempo de especial predilecção dos democratas, os quais não chegam a elaborar nenhuma construção porque se explicam com o explicando e dão o explicando por explicado.
Na prática e na doutrina, a democracia é qualquer coisa de farisaico e disforme:
No dia a dia, ela é para os povos a política em latim, política que muitos governantes só incipientemente articulam e alguns até fazem dela uso em calão. Isto é ainda mais aflitivo quanto é certo que hoje se mergulhou numa pavorosa indigência intelectual. Este quotidiano da democracia aproveita apenas aos excepcionalmente dotados, que se servem sem servir. E é tanta a impudência que o sistema se diz do povo, pelo povo e para o povo.
Nas suas linhas teóricas, a democracia é a apoteose do despautério. Com efeito, só a verdade, diligente e rectamente procurada pela inteligência, verdade a que a vontade adere pelo bem nela contido, só a verdade, repiso, assume o direito de orientar os homens e, com eles, os povos. A obediência cega da vontade ao sabor dos apetites desordenados significa, pelo menos, o reinado inconsciente do capricho.
O que vai contra a verdade é o erro, maior ou menor, mas sempre erro. E assim uma proposição pode estar conforme à verdade ou afastar-se dela. Suponhamos, então, que uma comunidade é chamada a pronunciar-se sobre dada coisa, que se submete à sua apreciação, e a fazê-lo em moldes democráticos, onde o justo se confunde com o que é querido:
Como quot homines, tot sententiae , há de assistir-se a um destes possíveis resultados: o bem será ténue quando for escassa a vitória nas urnas; se ela é folgada, então aumenta a certeza de que é bom o sufrágio obtido; sempre que o escrutínio apontar para maiorias esmagadoras, aí veremos uma imensa bondade; por fim, se não houver um só voto destoante, estaremos perante o bem absoluto! Como monumento ao furor de cérebros transtornados pela maldade ou ao estupor pasmoso que a imbecilidade cria, não se pode exigir mais!
Este é o regime que vigora em Portugal.Vejamos ao que nos levou:
Tirando a crise de 1383-1385, que foi um marco excepcional porque se assistiu a uma reacção estuante de força, vai-se ouvindo, hoje como sempre que Portugal ameaçou extinguir-se, a jeremiada que é costumeira. Agora que de novo se mandam celebrar exéquias como se a Pátria morresse às ordens daqueles que se pranteiam, em vez de levar o luto aos traidores; quando tantos desesperam parecendo esquecer que, numa nação tão antiga, alguns anos bem se podem considerar um simples momento, agora mais do que nunca é que todos devemos guardar lucidez.
Não compreendo, melhor, revoltam-me os responsos fúnebres que se escrevem e se gritam por Portugal. Esses hinos chorosos partem de gente que se julgou salvadora da Pátria, uma salvação que se daria num abrir e fechar de olhos. Mas uma nação não se resgata de um dia para o outro; redime-se quando Deus o decreta e se assim estiver nos Seus insondáveis desígnios. Quanto a ser-se salvador da Pátria faz-se mister um estofo que esses, que se arvoraram em paladinos de Portugal e lhe passaram depois certidão de óbito, tinham de demonstrar que possuíam.
Uma coisa provaram sobejamente: mostraram não ter fé. E sem fé não se vai longe. Nem sequer falo da fé, virtude teologal que só a caridade supera, como nos ensina S.Paulo (1). Esse seria o dom excelente, mas aqui eu reporto-me apenas àquele sentimento que enche o peito dos que crêem nos princípios e nos objectivos, que lhes inculcam, sem indagar razões, tipo de mística defeituosa, mas, de qualquer forma, mística, força que os empreendimentos de vulto reclamam.
Esta mística é a mística da Revolução e, em parte, daí a explicação dos seus êxitos. Veja-se o exemplo dos comunistas e porventura se compreenderá algo do que eu pretendo dizer.
Só a perseverança, nuns casos, ou a obstinação comedida, noutros, importam. Apenas os animados de fortaleza e recta inteligência ou os obcecados em quem luza algum talento, e haja neles, por paradoxal que pareça, um fundo de equilíbrio, só esta gente deixa rasto. É a massa que solta os grandes facínoras, mas donde também rompem os heróis, essa espécie de semideuses do paganismo como já os entendia a mitologia grega, e, na linguagem mais suave e quantas vezes mais sublime do catolicismo, ela dá os apóstolos, dá os mártires, dá os santos! Do resto, saem os homúnculos que, a par dos outros, são como anões ao lado de gigantes, pigmeus aos pés de uns colossos, formam enfim o cortejo da mediocridade que não conta. A mediocridade é timbre das maiorias e pesa unicamente na heráldica das democracias.
Eis algumas razões por que disse não compreender, revoltar-me e, acrescento-o agora, repudiar a litania plangente, pouco honrosa e, ao mesmo tempo sem base inilidível que se anda entoando. Não nego que o horizonte é um horizonte carregado, em que as sombras se adensam e se não vê brilhar luz. Mas são sempre os homens de fé, pelo menos daquela fé de que há pouco falei, são esses que vão agarrar, no meio das trevas mais profundas, um fio que alumia a esperança. Essa esperança é preciosa num panorama tão turvo como é aquele em que vivemos.
Há quem se deixe entorpecer, fiando-se dos reveses, mais aparentes que reais, sofridos pelos comunistas em diversas paragens do mundo. Esta é a ideia criada na grande massa do povo, povo que constitui o trampolim do poder político porque é povo e não qualquer povo, mas povo soberano.
A convicção, de que o comunismo é um perigo ultrapassado, reflecte um pensamento, que não só é insubsistente como também assume foros de perfeita loucura. Com efeito, pouco haverá tão contrário à verdade da vida política. A democracia, nos nossos dias, alastrou bastante e tornou-se quase geral no concerto das nações mais influentes na marcha das sociedades humanas. Não é de hoje, nem foi ontem que os comunistas se habituaram a conviver com a democracia. E se é inegável que aspiram ao seu derrube, não é menos certo que só lançarão o ataque decisivo quando estiverem seguros da conquista do poder, preservando até lá o sistema democrático com um zelo inexcedível por motivos mais que evidentes: «A história conhece a democracia burguesa, que vem substituir o feudalismo, e a democracia proletária, que vem substituir a burguesa», escreveu Lénine (2).
Ex absurdo sequitur quodlibet. Este princípio, válido para a lógica, aplica-se também à prática da política. Sei que a teoria dos quanta, sustentando as relações de incerteza nas próprias leis físicas, já sepultou Laplace. Não há determinismo total no mundo cósmico, muito menos nas acções humanas. Mas não há dúvida que cada um de nós constrói o seu destino. E aqui importa não perder de vista que o assalto ao poder político depende da decisão e da combatividade de quem o cobiça.
Neste campo, os comunistas são exímios. Estão integrados numa organização de estrutura férrea. O seu valor é de temer e será insensato quem o despreze.
À carneirada, os comunistas preferem uma vanguarda de qualidade: o resto vai atrás! «O exército, consequentemente, era já por volta de Outubro-Novembro de 1917 meio bolchevique», palavras de Lénine, o qual, logo a seguir, confessa que «sem isso não poderíamos vencer.» (3).
Meditemos sobre isto; proceda-se aos ajustamentos impostos pelo caso português; e que a lição nos sirva. Os comunistas terão muitos defeitos, mas, entre essas falhas, por certo que não se conta a leviandade. Minimizar as manobras comunistas é de uma ingenuidade ou de uma maldade que ultrapassa o admissível; considerar aventureirismo, como muitos fazem, o comportamento daqueles que, demarcando-se do blanquismo, entendem que «não se pode permanecer fiel ao marxismo, permanecer fiel à revolução sem tratar a insurreição como uma arte», como é lembrado por Lénine (4), olhar pois os comunistas como quixotes desvairados em busca de encantadas Dulcineias, se não é uma requintada infâmia, é pelo menos risível!
Joaquim Maria Cymbron
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- 1 Cor. 13,13.
- A revolução proletária e o renegado Kautsky, Obras Escolhidas, III, Edições 'Avante!', Lisboa e Edições Progresso, Moscovo, 1979, p.15.
- As eleições para a Assembleia Constituinte, ib., p.233.
- O Marxismo e a Insurreição, ib., II, 1978, p.312.
JMC




