segunda-feira, 25 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A Dança do Sol

A Dança do Sol

FÁTIMA, 13 DE OUTUBRO DE 1917


“Quero dizer-te que façam aqui uma capela em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas.
- Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir: se curava uns doentes, se convertia uns pecadores, etc.
Uns, sim: outros, não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados.
E tomando um aspecto mais triste: não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido.


E abrindo as mãos, fê-las refletir o sol, prometido três meses antes, como prova da verdade das aparições de Fátima. Pára a chuva e o sol por três vezes gira sobre si mesmo lançando para todos os lados feixes de luz e de várias cores. Parece a dada altura desprender-se do firmamento e cair sobre a multidão. Após dez minutos de prodígio, tomou o sol o seu estado normal. Entretanto, os Pastorinhos eram favorecidos com outras aparições.

Desaparecida Nossa Senhora na imensa distância do firmamento, vimos ao lado do sol, São José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul. São José com o Menino parecia abençoar o Mundo, com um gesto que fazia com a mão em forma de cruz. Pouco depois, desvanecida esta aparição, vi Nosso Senhor e Nossa Senhora que me dava a idéia de ser Nossa Senhora das Dores. Nosso Senhor parecia abençoar o Mundo da mesma forma que São José. Desvaneceu-se esta aparição e pareceu-me ver ainda Nossa Senhora em forma semelhante a Nossa Senhora do Carmo”.
(Memórias da Ir. Lúcia)








terça-feira, 5 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A república incomoda... mas não demasiado.

A república incomoda... mas não demasiado.

Dom Duarte, Duque de Bragança e Manuel Alegre no lançamento do livro D. Duarte e a Democracia - Uma biografia portuguesa de Mendo Castro Henriques em 22/11/2006
"PORREIRO, PÁ!"



A república portuguesa completa 100 anos.

Não me incomoda demasiado a data. A república inteira acabou com uma meia república, uma monarquia envergonhada de o ser, que procurou nas modas estrangeiras casaca que lhe ficaria curta nas mangas. Para mais, de reles cheviote inglês, podre no forro, pelo qual se perdia toda a fazenda nacional.

Uma monarquia clientelista, encalacrada, corrupta pelo cancro liberal-maçónico que a haveria de matar não podia nem devia durar muito. Mas, como bom católico, nem neste caso apoio a eutanásia. A revolução é uma assassina cega, que mata todas as feições da realidade para impor uma ficção, uma fantasia. Crêem os revolucionários ter o poder de, ignorando a história, criar um mundo e um tempo melhores que os que os antecederam, só pelo simples facto de mudarem tudo.

Mudar não é sinónimo, por si só, de mudar para melhor.

Portugal era, em 4 de Outubro de 1910, um país pobre, endividado, sem auto-estima, sem carisma, sem mobilização. Com um sistema de ensino deficiente, subprodutivo, sangrado pela emigração e pela fuga de capitais. Um país injusto, com um diferencial de rendimentos entre a população ostensivo e ofensivo. Uma nação num pântano político, onde mergulhava uma classe política medíocre, nadando numa centralismo político à vista dos mais poderosos interesses e longe das preocupações das populações...

ESTÁ PORTUGAL ASSIM TÃO DIFERENTE EM 4 DE OUTUBRO DE 2010????  

Está pior: em 1910, ao contrário dos políticos que nos governavam, os portugueses ainda tínhamos fé para nos sustentar na esperança de dias melhores e caridade para nos apoiar uns aos outros enquanto esses dias não chegavam. Éramos cristãos porque éramos portugueses e éramos mais portugueses quanto mais piedosos cristãos...

Já não somos nem cristãos nem portugueses. Graças à revolução. À de 1910 mas também à de 1820 e de 1974. Foi só mais uma.



O 5 de Outubro incomoda-me... mas não demasiado.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

¿REVUELTA EN ECUADOR?

http://www.in-quito.com/flag-ecuador-quito/tn_quito-ecuador-flag.JPG ¿Golpe de estado? ¿Simple enfado policial a causa de la baja de ascensos y salarios? El tema parece muy confuso, y lo peor es que el tirano Correa, con el beneplácito de Chávez y demás fauna que pretende convertir a Hispanoamérica en una Unión Soviética, puede salir hasta favorecido de este desaguisado. Honduras al menos se pudo librar del narco-Zelaya, aunque mucho nos tememos que su situación no haya mejorado realmente. Estemos atentos.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

200 Anos... De Uma Vitória Desperdiçada


Batalhão de Caçadores 6, Companhia de Atiradores, em parada. Imagem proveniente de http://brigadatripeira.blogspot.com/2010_03_01_archive.html

Faz hoje precisamente 200 anos que se travou a Batalha do Bussaco. 65.000 franceses enfrentaram os exércitos anglo-lusos - as tropas portuguesas lutaram, infelizmente*, todas sob comando inglês - 52.000 homens, dos quais 25.500 portugueses.

Embora o marechal Massena, comandante da força invasora napoleónica tenha rodeado as posições aliadas e continuado o seu avanço em direcção a Lisboa, foi conseguida uma importante vitória:  pela primeira vez, desde a tragédia da fortaleza de Almeida, se repeliam convicentemente os intrusos e se acreditava na vitória. Vitória que acabaría por chegar às portas de Lisboa, nas Linhas de Torres.

1250 aliados e 4500 franceses caíram mortos há precisamente 200 anos: caíram para que Portugal tivesse uma oportunidade de renascer para a vida e para o seu destino universal, oportunidade que deitou fora, 24 anos depois, em Évora-Monte. No fim, acabou por ganhar a Revolução.

Rezemos pelos mortos: os de um lado e os de outro. Todos eles vítimas do maior logro da humanidade.



* - Infelizmente por várias razões. Mas a que cabe aqui é a de que as tropas portuguesas foram usadas pelo comando britânico, muitas vezes, em ataques frontais em que não quiseram empregar os seus próprios regimentos de linha. Cobriu-se a tropa portuguesa de glória que os ingleses fizeram por ocultar, atribuindo-se os créditos da vitória conseguida e, quando não, quase rangendo os dentes ao admiti-lo. Veja-se este exemplo (o negrito é nosso):

«Picton writing to one friend said "The Portuguese brigade attached to the 3rd division was the admiration of the whole army" and to another, "The Portuguese brigade, if possible, exceeded the British in gallantry
Robinson, "Life of Picton," letters to Colonel Pleydell and Mr. Marryat, July 1 and 7,1818

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Para quê lutar contra a Globalização?





Em minha opinião não adianta procurar madeira num barco arrombado; isto é, é todo o modelo de mercado capitalista-liberal que não tem solução... e é na primeira expressão desse modelo que residirá o seu ponto crítico de falência: o comércio livre e o câmbio livre.

É a partir desse ponto que começou a construção idealista da economia e da instituição política do liberalismo, como implementação do ideário revolucionário, particularmente o da "Primavera dos Povos" de 1848. Então, para derrubar fronteiras hoje consideradas intra-nacionais como na Alemanha e na Itália. A primeira fase da unificação do Império Alemão foi a união aduaneira, o zollverein.

Impor o livre comércio tem precedência e gera eficácia para fases posteriores de unificação política. Por isso se começou na Europa por constituir a Comunidade Económica Europeia (CEE), baseada em experiências de alcance mais limitado como a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA). Em todos os casos a meta final é atingir a total integração política, por forma a que legislação alheia ao mercado, com origem em produção ideológica, cultural ou tradicional não condicionam ou tolham o mesmo mercado. Se no século XIX, essa integração mais limitada tinha de recorrer ao nacionalismo nascido da revolução para sua aceitação política, no século XXI julgaram os líderes políticos da Europa desnecessária qualquer justificação política: a coisa seria aceite como um fenómeno da omnipotente globalização, cujo curso inexorável nada nem ninguém poderá deter...

Nada... que não a própria globalização. Porque é um colosso com pés de barro. E os pés são a base da sua estrutura: o comércio livre. Por muito que se idealize um mercado todo-poderoso, ele será sempre operado por homens e mulheres. Homens e mulheres que, por muito que se tente massificar e homogeneizar, serão sempre diferentes. Homens e mulheres que nunca circularão pela orbe com a facilidade e rapidez com que circulam as divisas, as mercadorias e as tecnologias. Homens e mulheres que como seres gregários, necessitam de se fixar integrar culturalmente, a nível local, para coexistir. Homens e mulheres que não abdicarão de fazer governar o seu presente e o seu futuro, pelo menos em alguma parte, de acordo com as premissas sociais, culturais e até naturais da sua terra.

Fatalmente terá que se chegar à conclusão em Portugal e em Espanha que não é possível concorrer em mercado dito "livre" com uma China que conta um bilião de habitantes, incontáveis recursos mas, sobretudo, uma cultura e uma regulação legal de todos os aspectos da vida social completamente diferente. Será possível competir com um país que não tem feriados nem concede férias (ou não respeita esses direitos), que produz com recurso a mão-de-obra forçada de prisioneiros e crianças, para quem o domingo não é dia de descanso (e mesmo aqui...), que não quer saber de qualquer tipo de limitação à poluição e preservação dos recursos, etc, etc, etc? CLARO QUE NÃO!

Terá que se chegar a esta conclusão porque a estrutura económica que gera a esmagadora maioria do emprego não são os grandes grupos económicos que lucram com a abertura do mercado à concorrência chinesa (entre outras). Tampouco essa estrutura, em muitos casos, produz ou presta serviços transaccionáveis internacionalmente... essa estrutura é constituída pelas pequenas empresas, pelos pequenos negócios, precisamente pelas unidades produtivas que mais perdem com a concorrência de países ou regiões que não se regem pelos mesmos valores culturais, no que ao trabalho e à produção se aplicam.

Será a enxorrada de desempregados do liberalismo que o porão em causa porque não haverá recursos suficientes para tittytain them; será a globalização que destronará a globalização. O que se seguirá? Pfff... não percam os próximos capítulos...