segunda-feira, 15 de novembro de 2010

EL SÁHARA QUE FUE ESPAÑOL

-Ante los asuntos de extrema gravedad ocurridos en la antigua provincia ultramarina de España, no está de más que expongamos unos cuantos enlaces al respecto. Nunca olvidemos que ésta ha sido acaso una de las vergüenzas más grandes de la historia de España, una historia de cobardía, entregas y traiciones encabezadas por el ilegítimo y usurpador Juanca, este ávido inescrupuloso que es una fábrica de republicanismo y crisis, con todos sus amiguitos plutócratas de España, el mundo musulmán y Yanquilandia. La sociedad española, salvo notables excepciones, hizo como si no pasara nada ante el desfallecimiento de valientes soldados que con lágrimas de rabia tuvieron que presenciar tan grave afrenta. Ahora, el gobierno parece mirar más por los intereses de la dictadura marroquí (Por qué será que no nos sorprende) que por el de los saharauis y el de los españoles. Gobierno de Ocupación Marroquí le podíamos llamar, mientras el amanerado tirano alahuí sigue pavoneándose como gran narcotraficante e introduciendo su espionaje aquí sin dificultades. A esto, añadámosle la cantidad de neo-witizianos que les regalan paraísos andalusíes que nunca existieron, manchando la muy leal y española región andaluza con un trapo de reminiscencias mahometanas. Una vez más, la historia de España y la de Portugal parecen tan paralelas...Esperemos que en el futuro dejemos de hermanarnos en las desgracias y lo hagamos en pro de una Hispanidad orgullosa y libre.

Cómo los EE. UU. y Marruecos se apoderaron del Sáhara Español

UNA DOCUMENTACIN ESENCIAL PARA CONOCER EL SHARA OCCIDENTAL Desde el Atlántico http://lasclasesmedias.blogspot.com[....]consul-y-un-grupo-de-espanoles.html

la gran traicion del rey y el gobierno español al sahara

Arbil, nº124 Sahara: EE.UU., Francia, Marruecos … y España

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Que grande novidade!

Que grande novidade!

Não é grande novidade, confessamos... mas que a observação venha de um histórico socialista não deixa de ser notável. Veiculado pelo site do TVI 24, em 5/11/2010

«Sócrates fala mentira» e usa «técnicas da maçonaria»

  Governo

 «Sempre achei que o PS entregue a um tipo como Sócrates só podia dar asneira», diz histórico socialista»

Henrique Neto, histórico do PS, diz que Sócrates «é um vendedor de automóveis» que «está no topo da pirâmide dos que dão cabo disto».
Em entrevista ao «Jornal de Negócios», Henrique Neto recorda que da primeira vez que viu Sócrates discursar pensou: «Este gajo não percebe nada disto». «Mas ele falava com aquela propriedade com que ainda hoje fala sobre aquilo que não sabe», adianta e recorda-se de pensar a seguir: «Este gajo é um aldrabão. É um vendedor de automóveis».
«Sempre achei que o PS entregue a um tipo como Sócrates só podia dar asneira», adiantou. O histórico socialista diz que o primeiro-ministro «tem três qualidades, ou defeitos: autoridade, poder, ignorância. E fala mentira».

Henrique Neto descreve a forma como decorreu a última comissão política do PS, no dia em Sócrates apresentou as medidas de austeridade. Conta que o secretário-geral do PS convocou a reunião de última hora, «para ninguém ir preparado», e organizou os trabalhos para que «o grupo dos seus fiéis fizesse intervenções umas a seguir às outras». «A ideia dele era que o partido apoiasse as medidas», afirma.
«Aquilo é uma máfia que ganhou experiência na maçonaria», acusa. «Sócrates entrou por essa via, e os outros todos. Até o Procurador-geral da República», garante. «Usa técnicas de maçonaria para controlar a verdade».

«Não tenho nada contra José Sócrates. Se ele se limitasse a ser um vendedor de automóveis. Mas ele é primeiro-ministro e está a dar cabo do meu país. Não é o único, mas é o mais importante de todos», considera Henrique Neto.

http://www.tvi24.iol.pt/politica/socrates-ps-henrique-neto-primeiro-ministro-tvi24-ultimas-noticias/1205828-4072.html

 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Fim do Dia da Raça na Argentina - por Carlismo Argentino

Triste notícia, a anunciada pelos nossos amigos de Carlismo Argentino

 

miércoles, noviembre 03, 2010


Fin del Día de la Raza

Finalmente, tal como habíamos anunciado, ha sido publicado en el Boletín Oficial el decreto 1584/2010 begin_of_the_skype_highlighting              1584/2010      end_of_the_skype_highlighting (firmado por la Sra. presidente Fernández de Kirchner y los ministros nacionales) que establece feriados nacionales y días no laborables. En sus considerandos se dice de manera muy escueta
Que, asimismo, se modifica la denominación del feriado del día 12 de octubre, dotando a dicha fecha, de un significado acorde al valor que asigna nuestra Constitución Nacional y diversos tratados y declaraciones de derechos humanos a la diversidad étnica y cultural de todos los pueblos.
Y en su artículo 1º, se establece como feriado nacional el día 12 de octubre, con la oscura denominación de "Día del Respeto a la Diversidad Cultural". Siendo día "trasladable" al lunes más cercano, no será sino hasta el 2015 en que coincidirá su festejo con el día 12, lográndose con ese fin -además del de haberlo convertido en un día de turismo- ir olvidando paulatinamente cualquier relación con el hecho histórico del descumbrimiento de América por Cristóbal Colón el 12 de octubre de 1492.

La celebración del aquí llamado "Día de la Raza" fue un logro de quienes buscaban alcanzar una mayor unión entre la España peninsular y las Españas americanas, y asimismo como una reafirmación de la identidad Iberoamericana frente al expansionismo estadounidense y la llamada "Doctrina Monroe".

En la Argentina, el presidente Hipólito Yrigoyen decretó en 1917 el día del descubrimiento de América como "fiesta nacional", que la costumbre llamó "Día de la Raza". El Padre Zacarías de Vizcarra, sacerdote español de familia carlista residente en Buenos Aires en las décadas de 1920 y 1930, propuso se modificara por el más adecuado de "Día de la Hispanidad", aunque la costumbre ya había quedado asentada.

Durante décadas fue celebrado festivamente, no sólo por la gran colectividad de los inmigrantes españoles y sus descendientes -eran famosas las galas y los bailes en los clubes y teatros de las diferentes colectividades peninsulares-, sino también por todos los argentinos -ya sea en las escuelas, ya en desfiles criollos y actos oficiales-. Y, por supuesto, nunca supuso la denigración de inmigrantes de otras orígenes, sus descendientes y sus aportes; sino tan sólo, la afirmación de la innegable raíz hispánica de nuestra cultura patria.

Este cambio de nombre no es más que una etapa más en la disolución de nuestra identidad. Como han señalado reiteradamente notables investigadores y estudiosos, en estas supuestas reivindicaciones indigenistas, existe un verdadero racismo que es enemigo, no tanto de "lo europeo", sino de lo propiamente americano, criollo y mestizo.

Hoy es un día de luto para los carlistas en estas tierras.
http://carlismoar.blogspot.com/2010/11/fin-del-dia-de-la-raza.html

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A Dança do Sol

A Dança do Sol

FÁTIMA, 13 DE OUTUBRO DE 1917


“Quero dizer-te que façam aqui uma capela em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas.
- Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir: se curava uns doentes, se convertia uns pecadores, etc.
Uns, sim: outros, não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados.
E tomando um aspecto mais triste: não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido.


E abrindo as mãos, fê-las refletir o sol, prometido três meses antes, como prova da verdade das aparições de Fátima. Pára a chuva e o sol por três vezes gira sobre si mesmo lançando para todos os lados feixes de luz e de várias cores. Parece a dada altura desprender-se do firmamento e cair sobre a multidão. Após dez minutos de prodígio, tomou o sol o seu estado normal. Entretanto, os Pastorinhos eram favorecidos com outras aparições.

Desaparecida Nossa Senhora na imensa distância do firmamento, vimos ao lado do sol, São José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul. São José com o Menino parecia abençoar o Mundo, com um gesto que fazia com a mão em forma de cruz. Pouco depois, desvanecida esta aparição, vi Nosso Senhor e Nossa Senhora que me dava a idéia de ser Nossa Senhora das Dores. Nosso Senhor parecia abençoar o Mundo da mesma forma que São José. Desvaneceu-se esta aparição e pareceu-me ver ainda Nossa Senhora em forma semelhante a Nossa Senhora do Carmo”.
(Memórias da Ir. Lúcia)








terça-feira, 5 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A república incomoda... mas não demasiado.

A república incomoda... mas não demasiado.

Dom Duarte, Duque de Bragança e Manuel Alegre no lançamento do livro D. Duarte e a Democracia - Uma biografia portuguesa de Mendo Castro Henriques em 22/11/2006
"PORREIRO, PÁ!"



A república portuguesa completa 100 anos.

Não me incomoda demasiado a data. A república inteira acabou com uma meia república, uma monarquia envergonhada de o ser, que procurou nas modas estrangeiras casaca que lhe ficaria curta nas mangas. Para mais, de reles cheviote inglês, podre no forro, pelo qual se perdia toda a fazenda nacional.

Uma monarquia clientelista, encalacrada, corrupta pelo cancro liberal-maçónico que a haveria de matar não podia nem devia durar muito. Mas, como bom católico, nem neste caso apoio a eutanásia. A revolução é uma assassina cega, que mata todas as feições da realidade para impor uma ficção, uma fantasia. Crêem os revolucionários ter o poder de, ignorando a história, criar um mundo e um tempo melhores que os que os antecederam, só pelo simples facto de mudarem tudo.

Mudar não é sinónimo, por si só, de mudar para melhor.

Portugal era, em 4 de Outubro de 1910, um país pobre, endividado, sem auto-estima, sem carisma, sem mobilização. Com um sistema de ensino deficiente, subprodutivo, sangrado pela emigração e pela fuga de capitais. Um país injusto, com um diferencial de rendimentos entre a população ostensivo e ofensivo. Uma nação num pântano político, onde mergulhava uma classe política medíocre, nadando numa centralismo político à vista dos mais poderosos interesses e longe das preocupações das populações...

ESTÁ PORTUGAL ASSIM TÃO DIFERENTE EM 4 DE OUTUBRO DE 2010????  

Está pior: em 1910, ao contrário dos políticos que nos governavam, os portugueses ainda tínhamos fé para nos sustentar na esperança de dias melhores e caridade para nos apoiar uns aos outros enquanto esses dias não chegavam. Éramos cristãos porque éramos portugueses e éramos mais portugueses quanto mais piedosos cristãos...

Já não somos nem cristãos nem portugueses. Graças à revolução. À de 1910 mas também à de 1820 e de 1974. Foi só mais uma.



O 5 de Outubro incomoda-me... mas não demasiado.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

¿REVUELTA EN ECUADOR?

http://www.in-quito.com/flag-ecuador-quito/tn_quito-ecuador-flag.JPG ¿Golpe de estado? ¿Simple enfado policial a causa de la baja de ascensos y salarios? El tema parece muy confuso, y lo peor es que el tirano Correa, con el beneplácito de Chávez y demás fauna que pretende convertir a Hispanoamérica en una Unión Soviética, puede salir hasta favorecido de este desaguisado. Honduras al menos se pudo librar del narco-Zelaya, aunque mucho nos tememos que su situación no haya mejorado realmente. Estemos atentos.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

200 Anos... De Uma Vitória Desperdiçada


Batalhão de Caçadores 6, Companhia de Atiradores, em parada. Imagem proveniente de http://brigadatripeira.blogspot.com/2010_03_01_archive.html

Faz hoje precisamente 200 anos que se travou a Batalha do Bussaco. 65.000 franceses enfrentaram os exércitos anglo-lusos - as tropas portuguesas lutaram, infelizmente*, todas sob comando inglês - 52.000 homens, dos quais 25.500 portugueses.

Embora o marechal Massena, comandante da força invasora napoleónica tenha rodeado as posições aliadas e continuado o seu avanço em direcção a Lisboa, foi conseguida uma importante vitória:  pela primeira vez, desde a tragédia da fortaleza de Almeida, se repeliam convicentemente os intrusos e se acreditava na vitória. Vitória que acabaría por chegar às portas de Lisboa, nas Linhas de Torres.

1250 aliados e 4500 franceses caíram mortos há precisamente 200 anos: caíram para que Portugal tivesse uma oportunidade de renascer para a vida e para o seu destino universal, oportunidade que deitou fora, 24 anos depois, em Évora-Monte. No fim, acabou por ganhar a Revolução.

Rezemos pelos mortos: os de um lado e os de outro. Todos eles vítimas do maior logro da humanidade.



* - Infelizmente por várias razões. Mas a que cabe aqui é a de que as tropas portuguesas foram usadas pelo comando britânico, muitas vezes, em ataques frontais em que não quiseram empregar os seus próprios regimentos de linha. Cobriu-se a tropa portuguesa de glória que os ingleses fizeram por ocultar, atribuindo-se os créditos da vitória conseguida e, quando não, quase rangendo os dentes ao admiti-lo. Veja-se este exemplo (o negrito é nosso):

«Picton writing to one friend said "The Portuguese brigade attached to the 3rd division was the admiration of the whole army" and to another, "The Portuguese brigade, if possible, exceeded the British in gallantry
Robinson, "Life of Picton," letters to Colonel Pleydell and Mr. Marryat, July 1 and 7,1818

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Para quê lutar contra a Globalização?





Em minha opinião não adianta procurar madeira num barco arrombado; isto é, é todo o modelo de mercado capitalista-liberal que não tem solução... e é na primeira expressão desse modelo que residirá o seu ponto crítico de falência: o comércio livre e o câmbio livre.

É a partir desse ponto que começou a construção idealista da economia e da instituição política do liberalismo, como implementação do ideário revolucionário, particularmente o da "Primavera dos Povos" de 1848. Então, para derrubar fronteiras hoje consideradas intra-nacionais como na Alemanha e na Itália. A primeira fase da unificação do Império Alemão foi a união aduaneira, o zollverein.

Impor o livre comércio tem precedência e gera eficácia para fases posteriores de unificação política. Por isso se começou na Europa por constituir a Comunidade Económica Europeia (CEE), baseada em experiências de alcance mais limitado como a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA). Em todos os casos a meta final é atingir a total integração política, por forma a que legislação alheia ao mercado, com origem em produção ideológica, cultural ou tradicional não condicionam ou tolham o mesmo mercado. Se no século XIX, essa integração mais limitada tinha de recorrer ao nacionalismo nascido da revolução para sua aceitação política, no século XXI julgaram os líderes políticos da Europa desnecessária qualquer justificação política: a coisa seria aceite como um fenómeno da omnipotente globalização, cujo curso inexorável nada nem ninguém poderá deter...

Nada... que não a própria globalização. Porque é um colosso com pés de barro. E os pés são a base da sua estrutura: o comércio livre. Por muito que se idealize um mercado todo-poderoso, ele será sempre operado por homens e mulheres. Homens e mulheres que, por muito que se tente massificar e homogeneizar, serão sempre diferentes. Homens e mulheres que nunca circularão pela orbe com a facilidade e rapidez com que circulam as divisas, as mercadorias e as tecnologias. Homens e mulheres que como seres gregários, necessitam de se fixar integrar culturalmente, a nível local, para coexistir. Homens e mulheres que não abdicarão de fazer governar o seu presente e o seu futuro, pelo menos em alguma parte, de acordo com as premissas sociais, culturais e até naturais da sua terra.

Fatalmente terá que se chegar à conclusão em Portugal e em Espanha que não é possível concorrer em mercado dito "livre" com uma China que conta um bilião de habitantes, incontáveis recursos mas, sobretudo, uma cultura e uma regulação legal de todos os aspectos da vida social completamente diferente. Será possível competir com um país que não tem feriados nem concede férias (ou não respeita esses direitos), que produz com recurso a mão-de-obra forçada de prisioneiros e crianças, para quem o domingo não é dia de descanso (e mesmo aqui...), que não quer saber de qualquer tipo de limitação à poluição e preservação dos recursos, etc, etc, etc? CLARO QUE NÃO!

Terá que se chegar a esta conclusão porque a estrutura económica que gera a esmagadora maioria do emprego não são os grandes grupos económicos que lucram com a abertura do mercado à concorrência chinesa (entre outras). Tampouco essa estrutura, em muitos casos, produz ou presta serviços transaccionáveis internacionalmente... essa estrutura é constituída pelas pequenas empresas, pelos pequenos negócios, precisamente pelas unidades produtivas que mais perdem com a concorrência de países ou regiões que não se regem pelos mesmos valores culturais, no que ao trabalho e à produção se aplicam.

Será a enxorrada de desempregados do liberalismo que o porão em causa porque não haverá recursos suficientes para tittytain them; será a globalização que destronará a globalização. O que se seguirá? Pfff... não percam os próximos capítulos...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A têmpera dos Bragança... ONDE SE PERDEU?

A têmpera dos Bragança... ONDE SE PERDEU?


 S.M.F. El-Rei D. Miguel I (N.26/10/1802 - M.14/11/1866)

"Plebeu nos modos, violento e bronco no espírito, fanático e valente, o infante democratizava a monarquia, e o seu povo adorava-o. Era corpulento e trigueiro, queimado pelo sol, e tinha uns grandes olhos negros peninsulares sobre a face rapada e sanguínea. Vestia-se à picadora, com um casaco de baetão verde, calção preto, botas altas de cava, com tacões de prateleira e esporas de prata. Usava um boné azul, de prato largo, com viseira. Tinha inclinações grosseiras e rústicas. Ensinava a lavrar os moços do campo: tomava a rabiça do arado, chicoteava as mulas, e sulcava fundo a terra mais dura. Sufocava um forte cavalo de Alter, puxando-lhe a ponta da cilha com os dentes. Levantava com a boca um saco de trigo de seis alqueires, e punha-o ao ombro com uma só mão. Galopava à desfilada com o José Veríssimo e o Sedvem, de Queluz a Lisboa, trazendo a vara entalada contra a sela, sob a perna. Os soldados de cavalaria da escolta nunca podiam acompanhá-lo; ficavam para trás. Preferindo as touradas, os cavalos, a caça, as estrebarias, os arrieiros, os picadores, os frades bem grosseiros, as raparigas saloias de Queluz, tisnadas pelo sol e cheirando a erva, aos moles requintes do paço, aos entretenimentos da corte, ao luxo arrebicado e às damas e meninas preciosas da aristocracia - D. Miguel era o demagogo de antigas idades, perdido no meio de um século inimigo. Formado com todas as violências da alma portuguesa, inspirado pelo génio italiano da mãe, era o personagem destinado a imprimir a esta nação do extremo ocidente uma fisionomia semelhante ao Nápoles da outra península mediterrânea, tornando iguais, no fim, duas nações que, quase a par, tinham descido a estrada de uma decomposição fetidamente florida.
D. Miguel em pessoa foi o alguazil da abrilada: ia às casas arrancar os pedreiros-livres ao seio das famílias, perseguia os fugitivos, a cavalo pelas ruas. O moderado Subserra, querido do rei e alma da situação anterior, conseguira embarcar e fugir: o infante largou à desfilada para a barra, para que S. Julião fizesse fogo sobre o paquete inglês. Corria os quartéis, falava às tropas: os pedreiros-livres queriam matar o rei e a família real!"


D. MIGUEL - por Oliveira Martins (da «História de Portugal»)




 D. Maria Teresa de Bragança e Bourbon (N.29/4/1793 M.17/1/1874)

"¿Qué pienso yo con respecto al liberalismo moderno?
2º En cuanto a esto, digo primeramente que es un hecho positivo evidente, que el liberalismo moderno en gran parte se nos impuso por tres potencias aliadas con el Gobierno usurpador de Madrid contra mi amado y difunto esposo Carlos V. Es también un hecho positivo, evidente, que mi Carlos tenía en su favor la inmensa mayoría de la nación, pues sin esto le hubiera sido imposible sostener una lucha tan heroica durante siete años; lucha en la cual, no obstante la Cuádruple Alianza, hubiera triunfado sin la alevosa traición de Maroto; y esa misma inmensa mayoría de la España que sostenía a Carlos V durante la guerra civil, se mantiene firme en sus principios, siendo muy pocos los que concluida la guerra hayan abrazado las ideas liberales; y al contrario, siendo ya muchísimos los que entonces liberales, ahora están enteramente desengañados, y en el fondo de sus corazones piensan como nosotros.
De donde se sigue que los liberales en España son una pequeñísima minoría; pero minoría armada que subyuga al Reino por el derecho de la fuerza.
No es menos positivo que el liberalismo español se mostró enemigo de la Religión Católica, ya despojándola enteramente de sus bienes, ya persiguiéndola desde el principio hasta el día de hoy en sus ministros, en sus instituciones, en su doctrina, y esparciendo por medio de sus secuaces toda especie de calumnias, toda suerte de libros contrarios a la fe y a la moral, propagando por medio de la enseñanza doctrinas falsas, y sirviéndose en fin, de mil medios para borrar, si le fuese posible, la fe católica del corazón de los españoles. Pedirme pruebas de esto sería como querer demostrar que el sol resplandece al medio día.
Nadie puede negar tampoco que el liberalismo desciende en línea recta de los réprobos principios de Lutero; que trae su origen inmediato de los malhadados principios de la Revolución francesa, que causó en la Francia misma y en toda la Europa los mayores desastres que vieron los siglos. Por lo cual se entiende que es imposible que el liberalismo, que es puro protestantismo aplicado a la política, pueda dar en ésta mejores frutos que no ha dado éste en Religión. En efecto, el liberalismo español ha destruido mucho, pero aún no ha edificado nada; ha hecho y deshecho, ha formado y reformado ya seis o siete constituciones, y aún no se sabe cual rige, o si rige propiamente alguna. Ha hecho y deshecho leyes sin número y en todos los ramos de la administración, y si algo hay que se observe son los restos de las leyes antiguas.
Ha prometido libertad de imprenta, y jamás la hubo; ha prometido libertades civiles, y existe de hecho una centralización que es el mayor de los despotismos; ha hecho mil promesas de felicidad a los pueblos y en pocos años cuadruplicó sus contribuciones, sacó millares de millones de la venta de los bienes de la Iglesia y de la desamortización general con el pretexto de pagar deudas del Estado, y éstas se aumentaron de una manera escandalosa. Además, uno de los bienes supremos de la nación es la unión, y el liberalismo la dividió en cien bandos, que con el ojo puesto en el presupuesto se disputan el Poder. Esta división y egoísmo hubieran traído ya nuestra ruina, nuestra esclavitud y dependencia, si Dios, por su infinita misericordia, y los monárquicos por su fidelidad y constancia, no hubieran conservado la gran mayoría de la nación unida con los principios de la fe católica y de la monarquía. Es no obstante, el liberalismo español ha estado y está aún supeditado en gran parte a la voluntad de dos naciones extranjeras, como lo han probado hasta la evidencia los acontecimientos de la fuera de África y de la expedición mejicana. Niegue el liberalismo todos estos y otros hechos positivos y palpables que sería largo referir, y si no puede negarlos, confiese que debe ser malo por esencia un árbol que produce tan malos frutos. Por consiguiente el liberalismo está juzgado y condenado por sus obras. Por lo cual es moralmente imposible que haya español alguno de criterio y de buena fe que pueda absorberlo."


Carta de la Princesa de Beira a los Españoles



 
 D. Maria das Neves de Bragança e Bourbon (N.5/8/1852 M.15/2/1941)

"En su juventud se integró en círculos cortesanos alemanes y austriacos. Se casó en el castillo de Heubach, el 26 de abril de 1871, con Alfonso Carlos de Borbón y Austria-Este (1849-1936), pretendiente carlista, hermano de Carlos VII y tío del Rey Don Jaime. Al suceder a éste, inesperadamente, en 1931, tomó el título de Alfonso Carlos I. Había nacido en Londres, en 1849.
Tras la boda, el matrimonio se instaló en la isla de Malta. Pero por poco tiempo, pues en 1872 Alfonso Carlos fue llamado por su hermano para organizar las operaciones militares en zonas de Cataluña y Navarra. María de las Nieves se trasladó con su marido a Cataluña, donde éste se puso al mando de las tropas carlistas de la región oriental. Con él intervino en las batallas desarrolladas durante la III Guerra Carlista (1872-1876) en el sur de Aragón, Cuenca[8] y Guadalajara. Era conocida en el ejército carlista como 'Doña Blanca'. Se encargaba de asuntos de intendencia y portadora de mensajes entre el alto mando carlista. Los carlistas perdieron la guerra y María de las Nieves y su marido fueron acusados de delitos comunes y reclamados internacionalmente, por lo que tuvieron que fijar su residencia en Graz (Austria). 
María de las Nieves hizo varios viajes de incógnito por España, en 1889, 1890, 1892 y 1894.[9] Ello pese al peligro de ser descubierta y encarcelada por su participación activa en el movimiento carlista. Su curiosidad humanística le llevó también a iniciar continuos viajes por todo el mundo junto a su esposo, hasta el comienzo de la Primera Guerra Mundial, tiempo durante el cual se instaló en Viena, puso en funcionamiento y dirigió personalmente un centro hospitalario destinado a recibir donaciones de sangre para los soldados heridos en la contienda internacional. Tras la guerra volvió a realizar largos viajes. Con la llegada al poder en España de Miguel Primo de Rivera (13 de septiembre de 1923), ella y su esposo, el duque de San Jaime, pudieron permanecer oficialmente en España. Vivieron en Madrid, Mallorca y Sevilla. La proclamación de la II República (1931) significó otro nuevo éxodo a Viena, mientras que, después de la muerte de Jaime [III], su marido Alfonso Carlos[10] ocupó el primer puesto en la línea sucesoria de los legitimistas con casi ochenta años de edad, sin hijos, hasta su fallecimiento en 1936. Fue a partir de la 1931 cuando María de las Nieves comenzó a redactar para su publicación el libro Mis memorias sobre nuestra campaña en Cataluña en 1872 y 1873 y en el Centro en 1874 (Madrid: Espasa Calpe, 1934), una autobiografía en la que aparece como mujer de profunda religiosidad unida a la causa carlista, a la ved que preocupada por temas domésticos."

http://www.pegalajar.org/articulos/maria_de_las_nieves_de_braganza.htm 



D. Maria Adelaide de Bragança  (N.31/1/1912)
 
"A infanta Maria Adelaide, neta do rei D. Miguel I (exilado na Europa desde 1834 pelos liberais), tinha nascido em França mas vivia na Áustria onde trabalhava como enfermeira. Era uma jovem destemida e tinha um hábito perigoso: assim que ouvia as sirenes de aviso de novo bombardeamento aliado, subia ao sótão de casa para ver onde estavam a cair as bombas. Depois, esperava que os aviões dispersassem, pegava num candeeiro a petróleo e corria em auxílio dos feridos que se amontoavam nos escombros. Numa dessas incursões nocturnas por Viena incendiada, a infanta acabou a noite auxiliando um jovem estudante de Medicina numa tenda da Cruz Vermelha. Chamava-se Nicolaas van Uden e foi amor à primeira vista."

http://dn.sapo.pt/inicio/pessoas/interior.aspx?content_id=1256550
 
"Cresceu de frente para um mundo em convulsão e durante a ocupação nazi, ainda em Viena, onde como enfermeira se juntara à resistência e acudia os feridos entre os bombardiamentos, foi presa e sentenciada à morte pela Gestapo, vindo a ser libertada por intervenção de Salazar, que acumulava a Presidência do Conselho de Ministros com os Negócios Estrangeiros."

http://2.bp.blogspot.com/_79T2WscVXZM/S35-VoqDVKI/AAAAAAAAATI/WowjMoafXz4/s1600-h/Entrevista+Infanta+D.Adelaide.JPG

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Faleceu Dom Carlos Hugo de Bourbon-Parma


Em vida foi defensor da esperança tradicionalista espanhola e o seu algoz. Infligiu, com a sua proeminência desrazoada e desordenada, grandes males ao legitimismo do País Irmão, cuja luz (ou sombra) também se projecta sobre o português.

Oxalá que pelo menos um de seus dois filhos, Dom Carlos Xavier ou Dom Jaime, possa ser alumiado também pela Santa Tradição política hispana, e volte a Dinastia Legítima espanhola a ter um Rei que a todos os carlistas una e lidere.

Requiescat in pace.Muito lhe será perdoado, na infinita misericórdia de Deus, porque muito errou.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Rir, falando sério

"Israelitas indignados com cartoon publicado em jornal português

Desenho publicado no DN mostra israelita a «evoluir» desde o Holocausto até hoje


Um cartoon publicado no dia 1 de Agosto no «Diário de Notícias», intitulado «evolução das espécies», está a provocar uma onda de indignação junto da comunidade israelita.
O desenho assinado por André Carrilho mostra um nazi a calcar um esqueleto israelita, que vai «evoluindo» para um soldado israelita que, por sua vez, termina a calcar o esqueleto de um palestiniano, que lhe aponta uma arma ao mesmo tempo."

http://www.tvi24.iol.pt/portal-iol/cartoon-dn-andre-carrilho-judeus-israel-tvi24/1183651-5281.html





quarta-feira, 21 de julho de 2010

CPLP - Como se Pode Lixar um (bom) Projecto

CPLP - Como se Pode Lixar um (bom) Projecto

De Vasco Graça Moura vêm sendo habituais, além de palavras de deleite literário, palavras de bom senso. Palavras de quem ama e defende a língua que fala e eleva pela escrita, como parte da herança ancestral que chamamos de Pátria. Hoje e mais uma vez, Graça Moura usou as palavras certas. As que ninguém quis proferir publicamente mas que muita gente partilhava no intimo da sua opinião pessoal sobre a CPLP - Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

Disse Graça Moura e transcrevo a citação da Agência Lusa que "a CPLP é uma espécie de organização fantasma, que não serve para rigorosamente nada, a não ser ocupar gente desocupada". Completamente certo: aliás desafio o leitor que se recorde de algo que tenha produzido a CPLP de assinalável desde a sua criação. Não o conseguirá, por certo. Talvez lhe ocorra, infelizmente, o empenho demonstrado na promoção, ou melhor - imposição - do desastroso acordo ortográfico para Língua Portuguesa. Desastroso para os falantes de português, já que não foi no seu interesse cultural mas sim no interesse economicista de grandes grupos empresariais internacionais, cujas variações linguísticas de edição e rotulagem impunham alguns custos de adaptação aos diferentes mercados lusófonos, que o acordo ortográfico foi gizado e feito ratificar.



De resto, este caso traz luz sobre a polémica da oposição do governo português à compra da participação da Portugal Telecom na operadora móvel brasileira Vivo pela Telefonica espanhola. Invocou o Governo Português estar com essa oposição a defender o interesse nacional... interesse nacional que se resume para o Governo, como se pôde ver na questão do acordo ortográfico como em muitas outras, na defesa do interesse de alguns grupos económicos.

Esse distorcido conceito de interesse nacional levou a que nenhum investimento, nenhum empenho fosse canalizado para a CPLP, a fim de que a organização cumprisse alguns fins nobres para os quais tinha por alguns sido sonhada e estava em posição privilegiada para perseguir. Ser um efectivo motor do desenvolvimento comum da Lusofonia, esteio de defesa da língua portuguesa no mundo e um canal de representação e influencia dos cerca de 250 milhões de almas que congrega, no cômputo geo-político. Uma Commonwealth lusófona, dizia-se...



Por estes dias o suposto interesse nacional soma e segue: está em avaliação (ou para aprovação) o pedido de entrada na CPLP da Guiné Equatorial, com propalado apoio português. O que mais surpreende da notícia é o interesse demonstrado pela Guiné Equatorial em aderir a uma organização comprovadamente inútil; a única justificação plausível será a intenção do ditador guineense-equatorial Obiang conseguir, com esta integração, um lugar à mesa das nações ditas democráticas, para aliviar a pressão externa e interna que sofre o seu regime ditatorial, opressivo e corrupto, já com 31 anos de idade. Afinal, não deve ser nada fácil para Obiang justificar perante o seu povo e a opinião pública internacional como se pode ser o 8.º governante mais rico do mundo, governando um dos países mais pobres do mundo... e no fim de contas a CPLP deve ser a única organização internacional disposta a aceitá-lo. 

Até porque quem trata a língua portuguesa como trata quem defende o acordo ortográfico, nem se deve aperceber que a Guiné Equatorial não é um país de língua oficial portuguesa. Ou que a Galiza, que teve durante algum tempo estatuto de observador na CPLP não é um país, ainda que a língua galega seja de um parentesco incontornável para compreender em profundidade a língua portuguesa, desde a sua raiz histórica. Mas a necessária aliança e cooperação da lusofonia na hispanidade da qual faz parte ainda que não se aperceba disso, não pode ser feita da descaracterização da sua própria essência para satisfazer mesquinhos interesses de gigantes ambições. Mesquinhos interesse mal-chamados, muitas vezes, de interesse nacional.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Santiago!

segunda-feira, 12 de julho de 2010