sábado, 29 de outubro de 2011
Quando for grande...
Naaa... Livra! O Zezinho vai mas é fazer como o grande Zé!
terça-feira, 11 de outubro de 2011
84 º Aniversário da Morte de D. Miguel II de Portugal
D. Miguel II
O texto e a imagem apresentados de seguida constituem uma cópia parcial do artigo publicado em:
http://nucleomonarquicoabrantes.blogspot.com/2010/09/dom-miguel-ii-de-braganca.html
Ser-se legitimista era, por esses tempos idos, a melhor garantia de pureza de costumes e de portuguesismo: os legitimistas eram os católicos fervorosos, os adeptos do poder temporal dos Papas — e quantos estiveram em Roma ao lado do Senhor D. Miguel II, como zuavos pontifícios na luta contra as revolucionárias camisolas vermelhas dos garibaldinos! — eram os apóstolos da santidade do lar e das grandes tradições lusitanas... O Legitimismo — todos o reconheceram, desde Teixeira de Vasconcelos até aos republicanos de hoje! — foi o mais abnegado e mais nobre de quantos partidos surgiram nesta soalheira e florida terra de partidos e partidários...
Morto porém Dom Miguel I em Carlsruhe, perto da sua adoptiva Bronnbach, aos sessenta e quatro anos de idade, e trinta e dois de exílio, em consequência de uma inesperada paralisia pulmonar, o país inteiro vibrou de intensa comoção; o luto estendeu-se por toda a terra lusitana, desde as casas senhoriais dos fidalgos de velha estirpe que acaudilhavam o régio exilado, até à gente humilde do povo, grande parte da qual o amara entranhadamente e lhe permanecera fiel, lembrada de quando o seu vulto formosissimo, varonil e português, cavalgara pelas ruas da Lisbóa de então e se chegava de preferência ao povo, com o qual gostava de privar, sem perder uma linha do seu aprumo e elegância reais... Nunca houve em terras de Portugal um ser que tão sufragado fosse: certo legitimista meu amigo, ferrenho e dedicado à sua causa, — o pobre Costa Afonso que a morte sumiu para sempre, haverá uns quatro anos! — contava-me que as exéquias solenes, celebradas na paroquial da Graça — esta freguesia, com a de S. Vicente e a dos Anjos, eram o poiso tavonto e costumeiro da gente do Senhor Dom Miguel! — haviam surpreendido toda Lisboa pela pompa extraordinária, pela concorrência espantosa que enchia a velha igreja dos frades gracianos e se estendia como uma formidável multidão lutuosa pelas circunvisinhanças... De norte a sul, o luto e a saudade exteriorisavam-se em centenas e centenas de sufrágios, em artigos sobre artigos exalçando as virtudes de um moço que, aos trinta e dois anos, Evora-Monte enviava para o exílio de onde nunca mais havia de regressar... A imprensa,— mesmo aquela que mais adversa fora das idéas legitimistas — curvava-se cheia de respeito perante a morte de Dom Miguel I, e o liberalissimo Pinheiro Chagas, num artigo que ficou célebre pelo sentimento e pela isenção, celebrava a constância e a resignada nobreza com que o vencido de 34 sofrera o seu grande infortúnio, — tão lacerado de privações, de miséria e de saudades! — sem nunca se arredar, nem um ápice, das idéas que defendera de armas na mão, e as quais acreditava como únicas verdadeiras e santas... Desde esse momento — 14 de Novembro de 1864, há quási sessenta e três anos Senhor! — as atenções voltaram-se para o filho do Exilado, como este e sua família, ferido também pela proscrição... Era um rapazito de treze anos, calmo e triste, cônscio já do enorme encargo que sobre ele ficara pesando; um mocito que nascera sobre terra de Portugal, de cá levada propositadamente pelos fieis partidários do seu pai, e para cujo baptismo de cá fora também a água lustral, ida da matriz de Guimarães aonde Afonso Henriques fora baptisado!
Dominava-o a sede do portuguesismo, o amor acendrado pelas sciências nas quais veio a doutorar-se na Universidade de Innsbruck. Seu preceptor, aquele venerando modelo de honradez e dedicação que foi o dr. António Joaquim Ribeiro Gomes de Abreu — e o qual a intervenção de Costa Cabral livrara de ficar para sempre riscado da nossa Universidade! — incutira-lhe idéas de nobreza e patriotismo que, possivelmente, neste desabar tristissimo da vida portuguesa, não serão talvez compreendidas!... Assim se formou o caracter do novo pretendente para o qual os legitimistas passaram toda a adoração que tinham pelo pai. E, valha a verdade; aquele a quem de ali em diante, os seus partidários começavam chamando o Senhor Dom Miguel II, não desmentia as qualidades que o seu régio progenitor e sua santa mãe lhe haviam transmitido. A vida inteira do morto de agora foi um modelo de coerência, de honradez e de virtudes cristãs... Com dezassete anos apenas, apresentava-se a Pio IX, vestido de zuavo pontifício, pronto a verter o seu sangue em defeza da causa temporal dos Papas, ameaçada e depois vencida, na brecha da Porta Pia, quando por esta entraram de roldão as camisas vermelhas de Garibaldi... Então, a sua vida reparte-se entre a sua carreira de militar e os cuidados extremosos da sua família, o amor da sua causa sem esperança e os extremos pela pátria de que o baniam as leis. A sua vida, exemplarissima, conhecem-a Deus — a quem há dias prestou contas — e todos quantos seguiam com enlevo as manifestações do seu aprimorado carácter. Não há nela uma só mancha; é a vida de um homem de bem, cultíssimo e portuguesissimo. Ódios não os tinha, a lama jamais o salpicou. Possivelmente teria, a ferirem-lhe os ouvidos sempre, as palavras, ensopadas de lágrimas, que sua mãe — a Santa Princesa que depois se recolheu a um convento da Ilha de Wight — lhe disse ao receber em 1864 a deputação legitimista que de aqui fora prestar as últimas homenagens a Dom Miguel I:— «Meu querido Filho, lembra-te de que a vida passa como o fumo... Teu Pai estava bom num dia e, no seguinte desapareceu. A vida é um sonho e tu também hás de desaparecer!.. Mas, quando a Morte se aproximar, só te há de lembrar se cumpriste ou não os teus deveres!... E lembra-te sempre de que tua Mãe, como se estivesse deante de Deus, e na presença destes portugueses, te diz que prefere ver-te viver e morrer pobre a deslisares uma só linha da estrada que seguiu teu heróico Pai — que o seu único pensamento era Portugal!...» E pode dizer-se que os conselhos de sua formosíssima e desventurada mãe, aquela suave Princesa de Loewenstein-Wertheim von Rosenberg, Dona Sofia Adelaide Amélia, foram integralmente seguidos. A desgraça — que a ele o feriu cruelmente, como a seu pai — encontrou-o sempre firme, as lágrimas nos olhos, Deus nos lábios e no coração. Era um português antigo, um representante legitimo de Reis e de um regime banido, que não sabia ter ódio por ninguém, fosse ele liberal ou republicano... Nunca ninguém teve motivo para se queixar dele: o seu coração abria-se a todos os portugueses... Coronel do exército austríaco, quando Portugal se pôs ao lado dos inimigos da Alemanha, o Senhor Dom Miguel de Bragança, embora a Áustria não estivesse em guerra connosco, passou da arma de cavalaria de que fazia parte para a milícia dos que, nos campos da pugna gigantesca, sob um inferno de metralha feroz, arriscam a vida para salvar o seu semelhante, amigo ou inimigo: — a Cruz Vermelha...Era assim o seu carácter diamantino, era assim que ele entendia a qualidade de que tanto se orgulhava: — ser português. longe do herdeiro do seu nome, que o amor levara a romper com os preconceitos de raça; afastado para sempre do filho segundo, o Príncipe Dom Francisco José — morto como um herói durante a Grande Guerra e antes da nossa participação nela, — o filho do Exilado continuou, como sempre, fiel aos seus mortos e aos seus três grandes amores: — Deus, a sua Pátria e a sua Família. Nem a miséria que o salteou nos últimos anos da vida, nem as privações d'ela resultantes e o cortejo de angústias que se lhe seguiu, abateram o seu carácter de diamante sem jaça: permanecem como sua mãe lhe indicara, há sessenta e três anos quási, perante o cadáver do pai...... E possivelmente, na hora extrema, ao escutar e repetir as orações dos agonisantes, rodeado pela nobilíssima cohorte de Sombras dos que a morte ceifara entre os seus fieis e dedicados amigos, possivelmente ainda, nessa hora tremenda e saudosa ele se lembrou da terra dos seus maiores e misturou aos soluços do Memorare e do Sub tuum Presidium o nome querido de Portugal, o nome que magicamente nos põe a todos de acordo, olhos marejados de lágrimas, coração batendo de amor puríssimo, de mil vezes sagrado amor!...... Fechou-se a grande alameda do camposanto imenso que é o Legitimismo!... Desce para o túmulo a última Sombra... Que a morte nos reconcilie a todos e nos não impeça de reconhecer o quilate finíssimo das virtudes de Proscripto!... Morreu um grande homem de bem, um português que sempre o soube ser... Paira no ar o tom amarelecido das folhas mortas, o perfume inconfundível de uma saudosa e imensa melancolia... É o Passado que se fecha... O que nos trará o futuro?...... Inclinemo-nos todos, adversários e amigos do filho do vencido de Evora-Monte!... E, levados pelo gesto arripiante da Morte, beijemos a mão do português cujo exílio de setenta e quatro anos ela, a Eterna Vencedora, por mandado de Deus finalmente quebrou...»
ÁLVARO MAIA, in ILUSTRAÇÃO nº 45 (2º ano) de 1 de Novembro de 1927.
Fonte: Família Real Portuguesa
Publicada por Real Associação do Médio Tejo em 00:00 Enviar a mensagem por e-mail
sábado, 8 de outubro de 2011
ENLACES DE HISTORIA CARLISTA: VOLVEMOS CON LA SAGA (7).
El general Gómez y la Córdoba carlista - ABC.es
7 DE OCTUBRE DE 1936: EL ASESINATO DE OCHO CARLISTAS DE BENICARLÓ (I)
7 DE OCTUBRE DE 1936: EL ASESINATO DE OCHO CARLISTAS DE BENICARLÓ (y II)
http://www.terueltirwal.es/teruel/carlismo_turolense.html http://www.lne.es/cuencas/2011/07/14/67-montejurra-i/1102376.html http://miniaturasmilitaresalfonscan[....]el-rio-de-la-plata-un.html?spref=b lsegunda-feira, 20 de junho de 2011
ENLACES DE HISTORIA CARLISTA: VOLVEMOS CON LA SAGA (6)
Pedro Fernndez Barbadillo - Los carlistas, leales sin seores - Historia
Remedio viejo/nuevo eficaz y de Justicia contra los traidores de nuestro tiempo: el Código Penal de Don Carlos VII.
ILUSTRES ANTIMASONES ESPAÑOLES DE TODOS LOS TIEMPOS
http://www.noticiasdenavarra.com/20[....]s-mayores-hitos-del-tradicionalismoEl acoso a la ‘legitimidad proscrita’
El objetivo del carlismo: la Monarquía social y representativa
ESPADA DEL REY D. JAIME III OFRECIDA POR LOS CARLISTAS
UN PEQUEÑO MUSEO CARLISTA EN MORELLA
EL JEFE DE LA PARTIDA CARLISTA MINDONIENSE DE 1872
LO QUE LA MEMORIA OLVIDA. UN ESTUDIO SOBRE LA REPRESIÓN EN BENICARLÓ Y EL MAESTRAZGO, 1936-38
Requetés: guerra sin odio
quarta-feira, 15 de junho de 2011
JOSÉ MANUEL GONZALEZ, REQUIESCAT IN PACE.
José Manuel González, RIP
González
RIP JOSÉ MANUEL GONZÁLEZ.La 'cueca larga' de Los Pincheira y homenaje a José Manuel González
La Cueca Larga de los Pincheira.Buenos Aires, 13 junio 2011, Lunes de Pentecostés. El pasado día 11 de junio falleció en Buenos Aires nuestro amigo y colaborador José Manuel González. Nacido en Buenos Aires el 13 de enero de 1951, en el Barrio de Villa Devoto, era hijo de porteños y nieto de gallegos y asturianos. Bachiller del Colegio Nacional de Buenos Aires, abogado por la Universidad de Buenos Aires y profesor por la Universidad Católica de Salta. Participó en la fundación y desarrollo del Instituto Abierto y a Distancia "Hernandarias", ejerciendo como titular en las cátedras de Historia Argentina, Iberoamericana, e Ideas Políticas del Siglo XX. Asimismo ejerció la docencia secundaria. Colaboró en la Comisión Alternativa para la conmemoración del V Centenario, creada por el Instituto de Cultura Hispánica de Buenos Aires. Como escritor y conferenciante, participó en diversos congresos sobre historia española e hispanoamericana. Sus aportaciones más significativas fueron sobre los "Antecedentes y posibilidades de una comunidad hispana de pueblos". Realizó también trabajos de índole local como miembro de la Junta de Estudios Históricos del barrio de Balvanera, entre los que se destacan "Tradición fundacional de Balvanera" e "Historia del Hospital Español". Realizó trabajos en el campo antropológico, destacándose sus estudios sobre la relación entre el cante flamenco y el folklore argentino. Así, "Anselmo González Climent. Un argentino iniciador del estudio científico del flamenco", y "De los tangos al Tango: sobre las relaciones entre el cancionero criollo y el cante andaluz". Por su actividad literaria recibió el premio "Centenario de Juan Ramón Jiménez", otorgado por el Aula de Poesía Española "Antonio Machado" de la Embajada de España en Buenos Aires. En la Editorial Docencia-Proyecto Hernandarias publicó, entre otras cosas, Las ideas políticas en Iberoamérica. Fue fundador y director de la Academia de Estudios Hispánicos "Rafael Gambra", de Buenos Aires. Era también miembro del Consejo de Estudios Hispánicos Felipe II de Madrid, y de la Universidad Libre, Autónoma, Federal e Iberoamericana de Buenos Aires. Colaboró con el también recientemente fallecido profesor Otto Carlos Stoetzer en la edición de su Historia Iberoamericana. Política y cultura, en cuatro tomos, y del mismo modo con Julio Carlos González en la edición de La involución hispanoamericana. De provincias de las Españas a territorios tributarios: El caso argentino (1711-2010), publicado en 2010, del cual se ocupó FARO en su momento. Su amigo, y nuestro, el profesor Miguel Ayuso nos dicta a vuela pluma estas líneas:
Requiescat in pace. Despachos anteriores en las áreas Mensajes y Archivos de las páginas para suscriptores de FARO FARO en Facebook: http://www.facebook.com/agenciafaro ____________________________________________ Agencia FARO http://carlismo.es/agenciafaro
sábado, 4 de junho de 2011
Um regresso muito saudado!!!
A ler aqui:
Decíamos Ayer...
domingo, 22 de maio de 2011
¿INDIGNADOS EN ESPAÑA?
Ya los hubo en Portugal, como los hubo en la Argentina. Os recomendamos la visita a este hilo, hay mucha información contrastada sobre el asunto:
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