quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Dever Cívico e Abstenção Consciente


Num ano marcado em Portugal pela incidência de chamadas às urnas, torna-se mais patente a correlação que melhor tem caracterizado o cenário politico luso nas últimas décadas e não menos a incontestável divergência de desenvolvimento entre o nosso país e o resto da Europa. A correlação existente entre a mediocridade da politica e o desinteresse eleitoral, cuja face visível é a abstenção.

Essa correlação é óbvia, diáfana, gritante! Só os políticos não a querem perceber, ver ou ouvir. Se consideram a abstenção uma debilidade, uma doença do regime democrático – como devem, de resto – porquê não a preveniram com uma, profilaxia atempada nem tampouco a acodem com uma terapêutica decidida e eficaz? Porquê se limitam a criticar a democracia por estar doente e apelar a que não esteja?

Alguém fica doente porque quer? Claro que não! Então para que servem os constantes apelos ao voto, nauseantes de repetitivos que são, unindo o decano Chefe de Estado ao mais imberbe e imbecil “jota”, num lamentável exercício de estúpida mendicidade?

Seria absolutamente desnecessário apelar ao voto se os eleitores, os portugueses comuns, o Zé Taxista e a Maria Alzira, vislumbrassem que algo podia efectivamente mudar para melhor no país e nas suas vidas pelo acto de escolher, de entre as listas concorrentes a sufrágio, a uma qualquer pelo concordante, coerente e actuante do que ideológica ou programaticamente propõem, em relação às suas melhor ou pior fundamentadas visões para o futuro de Portugal.

Mas o Zé Taxista e a Maria Alzira não vislumbram essa possibilidade. Sentem-se enganados pelos políticos, desiludidos com a política, revoltados com os partidos políticos. Entusiasmados com a liberdade de Abril, que os manteve na mesma cela mas lhe deu a possibilidade de escolher o seu carcereiro, exerceram um voto militante; mais tarde, quando se enterrou o socialismo e se pariu (mal) um projecto europeu tanto ideológica como historicamente desenraizado, deixaram cair um voto dito “útil”; agora que esse projecto está a falir, como o tecido produtivo nacional que fez falir, por de uma qualquer política económica comum e pelo livre comércio em espaço único, agora que estão desempregados, arruinados, humilhados e, no fundo de tudo, arrependidos, agora… agora já não têm nenhum voto para oferecer.

Esta abstenção é consciente e transmite uma mensagem tão clara como um voto válido para escrutínio. Essa mensagem é a seguinte:

Quando me quisestes impor um estado socialista, nacionalizar as bases da nossa economia e abandonar à sua sorte milhões de portugueses ultramarinos – não me pedistes opinião;

Quando vendestes a independência nacional e a sua auto-sustentação a uma União Europeia que não é unida nem europeia, mas sim uma entidade promotora dos interesses da alta burguesia ultra-capitalista, apátrida e maçónica com vista ao estabelecimento de uma “nova ordem global” – não me pedistes opinião;

Quando, depois de destruirdes tudo o que sempre foi Portugal; as suas tradições em nome do liberalismo, a sua fé em nome do socialismo, a seu aparelho produtivo e económico em nome do “solidário progresso europeu”; vós que agora pedis o meu voto para me fazer acreditar que são os representantes que eu escolhi a decidir o futuro do meu país e não as lideranças do seu partido, que não foram escolhidas por mim; vós que com ele quereis sancionar o maldito sistema que tudo isto permitiu e permite, a vós digo:

NÃO! NÃO VOTO! POR MEU DIREITO E DEVER CÍVICOS, NÃO LEGITIMO A MEDIOCRIDADE E A MENTIRA DO PARTIDARISMO CORRUPTO!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

PORTUGAL ANTE LA NIEBLA

Archivo:PortugueseFlag1495 (alternative).png Oporto te da el sabor, Sagres te ofrece el destino, Lisboa es tu maravilla, Portugal: He ahí tu destino, Tu perfume es del mar, Tu carácter, puro dulce, Como azúcar, café, nueces; Qué bien reluces, Por tu sierra brota la lírica, Flor del tronco peninsular, ¿ Por qué entonces sólo hallas, Días nublados, Portugal ? ¿ Cómo luchar en esta niebla, Que tan duro te castiga ? ¿ Por qué no hallas la claridad, Alma noble y sencilla ? Tu huella universal, Esparcida justamente, La armilar esfera, Se enerva de repente, Y yo quiero ser cantor, De la Lusitania, Admirando tus excelencias, Mi hermana patria, De la niebla saldrás, Por la sagrada ley, En el trilema potente: Dios, patria y rey; Sólo entonces, Portugal, Niebla dejarás de ser, ¡ Ahora ! ¡ Es la hora, Del gran pueblo portugués !

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

COLUMNAS DE HÉRCULES

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEheIRHDDnn-q9ZCWt2pVec6YO7Od1xdOT7OUD2tul3kJIuwKcvOatXu1gyImrbXwXeP8IOj1NKh1bYjivO80JjGnYKyXTmuvyXKvHzmFlB1-K95GiGpzZPQOr0FSFx0Oj9Ld9TGRATQVRiY/s400/567px-Columnas_Plus_Ultra.png Columnas de Hércules, ¿ Acaso no sustentan, El punto más importante, De este planeta ? Una bandera, el héroe heleno, Dejó allí ondeando, Hacia la leyenda del tiempo, Los mares juntando, Columnas de Hércules: ¿ No llamáis al Atlas, Pidiendo el natural, Regreso de España ? ¿ Y acaso no pedís también, El concurso de Portugal, Que ejecutó con sus quinas, La cruzada del mar ? Por el peñón de Gibraltar, Dios nos puso el Estrecho, Hemos ahí nuestra grandeza, Hemos ahí nuestro derecho, Columnas de Hércules, Sostén de nuestro blasón, Gades tu santuario, Tuyo es el sol, Columnas de nación y universo, Columnas de mito y realidad, ¡ Sea hercúlea la epopeya, De una nueva hispanidad !

sábado, 8 de agosto de 2009

CURSO DE VERANO DEL FORO ALFONSO CARLOS I - TOLEDO, SEPTIEMBRE DEL 2009 ( 2 )

COMUNIÓN TRADICIONALISTA CARLISTA

Cursos de Verano del Foro Alfonso Carlos I 2009 (11, 12 y 13 de septiembre)

alfonso_carlosI.jpg
PROGRAMA DE LOS CURSOS DE VERANO DEL FORO ALFONSO CARLOS I 2009 (XIª Convocatoria)
Días 11, 12 y 13 de septiembre de 2009 Sede: Convento de los PP. Carmelitas. Toledo

DÍA 11, VIERNES PRIMERA JORNADA 14:00 h. Comida

16:00 h. Primera sesión: Organizarse para crecer: la CTC, una organización de voluntarios

16:40 h. Coloquio y tiempo libre

18:00 h. Visita a la ciudad

21:00 h. Cena.

DÍA 12, SÁBADO SEGUNDA JORNADA

09:00 h. Desayuno

10:00 h. Santa Misa

11:00 h. Segunda sesión: La financiación del carlismo, una asignatura pendiente 11:40 h. Coloquio y tiempo libre

13:00 h. Tercera sesión: Comunicación y Propaganda: las campañas y la imagen del carlismo 13:40 h. Coloquio

14:00 h. Comida y tiempo libre

17:00 h. Cuarta sesión: Política electoral: en busca de la representación pública.

17:40 h. Coloquio y tiempo libre 19:00 h. Cuarta sesión: Juventud y formación: la cantera y la transmisión de la herencia recibida.

19:40 h. Coloquio y tiempo libre

21:00 h. Cena

DÍA 21 DOMINGO: TERCERA JORNADA

9:00 h. Desayuno

10:00 h. Quinta sesión: La CTC, un grupo de laicos católicos: la relación con la Jerarquía de la Iglesia y con el mundo católico:

10:40 h. Coloquio y tiempo libre

12:00 h. Santa Misa. Paseo por Toledo (Se ruega llevar boina roja, o blanca). 14:00 h. Comida y conclusiones en la sobremesa

PRECIOS DE INSCRIPCIÓN:

- Inscripción con pensión completa desde la comida del viernes a la comida del domingo (2 días completos).

. Afiliados: 100 euros.

. Simpatizantes: 130 euros. - Inscripción con pensión completa desde la comida del sábado a la comida del domingo (1 día completo).

. Afiliados: 60 euros.

. Simpatizantes: 80 euros. - La asistencia a las charlas es libre salvo el pago de las comidas: 10 euros cada una.

Plazas limitadas. Las habitaciones individuales se asignarán por orden de inscripción.

Inscripciones antes del 5 de septiembre :

Foro Alfonso Carlos I (XI Convocatoria)

Comunión Tradicionalista Carlista

C/Zurbano, 71. Of. 3.

Teléfono: 91 399 44 38 y 629 203 900

e-mail: carlistas@carlistas.es

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

¿ TFP ?

http://media.pfaw.org/Right/images/tfp1993.jpg * El amigo Joaquim Maria Cymbron nos informa para que lo publiquemos en el blog. Obrigado pá !

Counterrevolution in Lithuania and Belarus

Este título chamou a minha atenção. A Contrarrevolução cativa-me. Mas tem de ser a verdadeira Contrarrevolução.

Por isso, o meu entusiasmo logo esfriou quando vi a ligação deste movimento ao nome e à memoria de Plínio Corrêa de Oliveira, bem como à obra que ele fundou --- a “Sociedade para a Defesa da Tradição, da Família e da Propriedade”.

Conheci a “TFP”, em Angola, quando se viviam horas muito amargas, no longínquo ano de 1974, já a seguir à traição nacional.

Num primeiro exame, os títulos com que se apresentava este grupo não deixam ninguém indiferente: ou captam, ou exasperam. Se este fosse o problema, o remédio seria fácil: escolha entre um dos dois caminhos.

Mas a verdadeira questão é muito mais profunda. A “TFP” nunca foi uma força da Tradição. Aproveitando-se do sentimento mariano de muitos povos, ela foi sempre uma falange da plutocracia americana.

Eu li uma parte substancial da obra de Plínio Corrêa de Oliveira. Ele repetia-se muito. Pelo que ler o que eu li, será já ler muitíssimo da sua produção doutrinária.

Logo em Angola, analisei cuidadosamente a sua festejada “Revolução e Contra-Revolução”. O resto veio depois.

O esquecimento, em que aquele professor brasileiro deixa o capitalismo, fez-me sempre a maior impressão. Nunca descobri, em nenhuma das suas páginas, uma crítica ao sistema capitalista. Entretanto, ataques ao liberalismo são seguidos. Ora o capitalismo mais não é do que a expressão económica dos erros liberais, que Plínio Corrêa de Oliveira tantas vezes fustigou.

Quando, em “Nobreza e Elites Tradicionais Análogas”, aborda a explosão do capitalismo industrial norte-americano, centra-se na imagem do novo rico e, recortando-lhe agudamente todos os defeitos, destaca apenas a fraca figura que ele faz ao procurar, se não encaixar-se, pelo menos equiparar-se à aristocracia histórica. Não descortinei nem uma linha lamentando a triste sorte dos trabalhadores assalariados.

Quem ataca o socialismo, também deve atacar o capitalismo. Acontece que Plínio Corrêa de Oliveira tem uma obrigação triplicada de o fazer. Vejamos porquê:

O magistério pontifício é crítico do capitalismo --- e Plínio Corrêa de Oliveira apresentava-se como católico.

Nos padrões da filosofia escolástica, o capitalismo é, como o socialismo, um sistema sem harmonia (o capitalismo dá predomínio ao elemento material da riqueza; o socialismo valoriza mais o trabalho, que é o elemento formal dos bens produzidos). Quer dizer: ambos incorrem num pecado ontológico --- ora Plínio Corrêa de Oliveira diz-se tomista.

Por último, há a sensibilidade que não pode aceitar a exploração desumana a que eram sujeitos os proletários no auge do capitalismo --- e Plínio Corrêa de Oliveira nunca fez saber que era uma fera.

«Lithuania is catholic but damaged by liberalism (...)», lê-se no texto do grupo promotor deste movimento. Pelo que se vê nem só o comunismo perde as almas.

No entanto, a “TFP” ocupou-se a fazer o quê? --- Em vez de mover uma cruzada pela conversão da terra dos Czares, para que se cumpra a promessa deixada pela Virgem de Fátima, atiravam-se aos Papas porque nenhum procedia à consagração da Rússia, nos termos necessários. E, pelo meio, iam recolhendo assinaturas de apoio à independência da Lituânia. O resultado, temo-lo diante dos olhos: a Lituânia tornou-se independente, «but damaged by liberalism (...)».

Por mim, só tiro uma conclusão: o propósito da “TFP” foi o de reduzir o poder do colosso soviético a favor dos Estados Unidos, não obstante a nação americana ser, desde há muito, a mais temível Besta do Apocalipse. E, hoje, é a única actuante!

NB: O texto, que aqui comento, pode ver-se aqui:

http://www.facebook.com/home.php?#/group.php?gid=117998637845&ref=nf

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

VIRIATO

http://www.pobladores.com/data/pobladores.com/an/ub/anubis24/channels/historia_y_mitos/images/4430642viriato.jpg De los hijos del Tíber, Los estandartes pasean, En loor de triunfo, En la península ibera, ¡ Oíd, iberoceltas Saludad a Viriato, Él es vuestro caudillo, Terror del romano ! Seguid al capitán luso, En el arte de la guerra, No descanséis ni en invierno, De la dura pelea, ¿ Abatirá el León Ibérico, A las águilas romanas ? Muchas son las legiones, Que han sido humilladas, Guerrillas nerviosas, Ya contra cimbrios y teutones, Los cartagineses también supieron, Qué es ser aquí invasores, Y aquel jefe pastoril, Por la dura orografía, Galopa en el paisaje, Con su estela bravía, Corre Viriato, corre, Busca la unión de los nativos, Abraza la Piel de Toro, Tú eres su señor altivo, Improvisa las tácticas, Desespera al enemigo, El escarpado monte, Es tu mejor abrigo, ¡ Salve Viriato, salve ! Remueve los bosques y la luna, Prepara el golpe de mañana, Protege tu querida cuna, ¡ Salve Viriato, salve ! Que nunca se apague tu llama, Invóquese tu nombre poderoso, Por siempre en tierra hispana. Archivo:Viriato.JPG