quinta-feira, 19 de março de 2009

quarta-feira, 18 de março de 2009

CANCRO SOCIAL

Movimento Legitimista Português http://www.voltairenet.org/IMG/jpg/REVOLUCION-RUSA.jpg

CANCRO SOCIAL

O poder é! E o poder que é chama para a governação pública quem quer e como quer:

Aqui convida um número restrito; além, um mais alargado. Agora, dá-lhe força deliberativa; mais adiante, só lhe concede valor consultivo. Congeminações à volta deste assunto, que se ocupem em procurar como deveria ser aquilo que é e deixem de analisar o que é, constituem o passatempo de especial predilecção dos democratas, os quais não chegam a elaborar nenhuma construção porque se explicam com o explicando e dão o explicando por explicado.

Na prática e na doutrina, a democracia é qualquer coisa de farisaico e disforme:

No dia a dia, ela é para os povos a política em latim, política que muitos governantes só incipientemente articulam e alguns até fazem dela uso em calão. Isto é ainda mais aflitivo quanto é certo que hoje se mergulhou numa pavorosa indigência intelectual. Este quotidiano da democracia aproveita apenas aos excepcionalmente dotados, que se servem sem servir. E é tanta a impudência que o sistema se diz do povo, pelo povo e para o povo.

Nas suas linhas teóricas, a democracia é a apoteose do despautério. Com efeito, só a verdade, diligente e rectamente procurada pela inteligência, verdade a que a vontade adere pelo bem nela contido, só a verdade, repiso, assume o direito de orientar os homens e, com eles, os povos. A obediência cega da vontade ao sabor dos apetites desordenados significa, pelo menos, o reinado inconsciente do capricho.

O que vai contra a verdade é o erro, maior ou menor, mas sempre erro. E assim uma proposição pode estar conforme à verdade ou afastar-se dela. Suponhamos, então, que uma comunidade é chamada a pronunciar-se sobre dada coisa, que se submete à sua apreciação, e a fazê-lo em moldes democráticos, onde o justo se confunde com o que é querido:

Como quot homines, tot sententiae , há de assistir-se a um destes possíveis resultados: o bem será ténue quando for escassa a vitória nas urnas; se ela é folgada, então aumenta a certeza de que é bom o sufrágio obtido; sempre que o escrutínio apontar para maiorias esmagadoras, aí veremos uma imensa bondade; por fim, se não houver um só voto destoante, estaremos perante o bem absoluto! Como monumento ao furor de cérebros transtornados pela maldade ou ao estupor pasmoso que a imbecilidade cria, não se pode exigir mais!

Este é o regime que vigora em Portugal.Vejamos ao que nos levou:

Tirando a crise de 1383-1385, que foi um marco excepcional porque se assistiu a uma reacção estuante de força, vai-se ouvindo, hoje como sempre que Portugal ameaçou extinguir-se, a jeremiada que é costumeira. Agora que de novo se mandam celebrar exéquias como se a Pátria morresse às ordens daqueles que se pranteiam, em vez de levar o luto aos traidores; quando tantos desesperam parecendo esquecer que, numa nação tão antiga, alguns anos bem se podem considerar um simples momento, agora mais do que nunca é que todos devemos guardar lucidez.

Não compreendo, melhor, revoltam-me os responsos fúnebres que se escrevem e se gritam por Portugal. Esses hinos chorosos partem de gente que se julgou salvadora da Pátria, uma salvação que se daria num abrir e fechar de olhos. Mas uma nação não se resgata de um dia para o outro; redime-se quando Deus o decreta e se assim estiver nos Seus insondáveis desígnios. Quanto a ser-se salvador da Pátria faz-se mister um estofo que esses, que se arvoraram em paladinos de Portugal e lhe passaram depois certidão de óbito, tinham de demonstrar que possuíam.

Uma coisa provaram sobejamente: mostraram não ter fé. E sem fé não se vai longe. Nem sequer falo da fé, virtude teologal que só a caridade supera, como nos ensina S.Paulo (1). Esse seria o dom excelente, mas aqui eu reporto-me apenas àquele sentimento que enche o peito dos que crêem nos princípios e nos objectivos, que lhes inculcam, sem indagar razões, tipo de mística defeituosa, mas, de qualquer forma, mística, força que os empreendimentos de vulto reclamam.

Esta mística é a mística da Revolução e, em parte, daí a explicação dos seus êxitos. Veja-se o exemplo dos comunistas e porventura se compreenderá algo do que eu pretendo dizer.

Só a perseverança, nuns casos, ou a obstinação comedida, noutros, importam. Apenas os animados de fortaleza e recta inteligência ou os obcecados em quem luza algum talento, e haja neles, por paradoxal que pareça, um fundo de equilíbrio, só esta gente deixa rasto. É a massa que solta os grandes facínoras, mas donde também rompem os heróis, essa espécie de semideuses do paganismo como já os entendia a mitologia grega, e, na linguagem mais suave e quantas vezes mais sublime do catolicismo, ela dá os apóstolos, dá os mártires, dá os santos! Do resto, saem os homúnculos que, a par dos outros, são como anões ao lado de gigantes, pigmeus aos pés de uns colossos, formam enfim o cortejo da mediocridade que não conta. A mediocridade é timbre das maiorias e pesa unicamente na heráldica das democracias.

Eis algumas razões por que disse não compreender, revoltar-me e, acrescento-o agora, repudiar a litania plangente, pouco honrosa e, ao mesmo tempo sem base inilidível que se anda entoando. Não nego que o horizonte é um horizonte carregado, em que as sombras se adensam e se não vê brilhar luz. Mas são sempre os homens de fé, pelo menos daquela fé de que há pouco falei, são esses que vão agarrar, no meio das trevas mais profundas, um fio que alumia a esperança. Essa esperança é preciosa num panorama tão turvo como é aquele em que vivemos.

Há quem se deixe entorpecer, fiando-se dos reveses, mais aparentes que reais, sofridos pelos comunistas em diversas paragens do mundo. Esta é a ideia criada na grande massa do povo, povo que constitui o trampolim do poder político porque é povo e não qualquer povo, mas povo soberano.

A convicção, de que o comunismo é um perigo ultrapassado, reflecte um pensamento, que não só é insubsistente como também assume foros de perfeita loucura. Com efeito, pouco haverá tão contrário à verdade da vida política. A democracia, nos nossos dias, alastrou bastante e tornou-se quase geral no concerto das nações mais influentes na marcha das sociedades humanas. Não é de hoje, nem foi ontem que os comunistas se habituaram a conviver com a democracia. E se é inegável que aspiram ao seu derrube, não é menos certo que só lançarão o ataque decisivo quando estiverem seguros da conquista do poder, preservando até lá o sistema democrático com um zelo inexcedível por motivos mais que evidentes: «A história conhece a democracia burguesa, que vem substituir o feudalismo, e a democracia proletária, que vem substituir a burguesa», escreveu Lénine (2).

Ex absurdo sequitur quodlibet. Este princípio, válido para a lógica, aplica-se também à prática da política. Sei que a teoria dos quanta, sustentando as relações de incerteza nas próprias leis físicas, já sepultou Laplace. Não há determinismo total no mundo cósmico, muito menos nas acções humanas. Mas não há dúvida que cada um de nós constrói o seu destino. E aqui importa não perder de vista que o assalto ao poder político depende da decisão e da combatividade de quem o cobiça.

Neste campo, os comunistas são exímios. Estão integrados numa organização de estrutura férrea. O seu valor é de temer e será insensato quem o despreze.

À carneirada, os comunistas preferem uma vanguarda de qualidade: o resto vai atrás! «O exército, consequentemente, era já por volta de Outubro-Novembro de 1917 meio bolchevique», palavras de Lénine, o qual, logo a seguir, confessa que «sem isso não poderíamos vencer.» (3).

Meditemos sobre isto; proceda-se aos ajustamentos impostos pelo caso português; e que a lição nos sirva. Os comunistas terão muitos defeitos, mas, entre essas falhas, por certo que não se conta a leviandade. Minimizar as manobras comunistas é de uma ingenuidade ou de uma maldade que ultrapassa o admissível; considerar aventureirismo, como muitos fazem, o comportamento daqueles que, demarcando-se do blanquismo, entendem que «não se pode permanecer fiel ao marxismo, permanecer fiel à revolução sem tratar a insurreição como uma arte», como é lembrado por Lénine (4), olhar pois os comunistas como quixotes desvairados em busca de encantadas Dulcineias, se não é uma requintada infâmia, é pelo menos risível!

Joaquim Maria Cymbron

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  1. 1 Cor. 13,13.
  2. A revolução proletária e o renegado Kautsky, Obras Escolhidas, III, Edições 'Avante!', Lisboa e Edições Progresso, Moscovo, 1979, p.15.
  3. As eleições para a Assembleia Constituinte, ib., p.233.
  4. O Marxismo e a Insurreição, ib., II, 1978, p.312.

JMC

RIP D. FEDERICO SANTA-OLALLA I GRAU

Carlismo Catalán

Ha fallecido un requeté del Montserrat

Ha fallecido el Requeté del Tercio de Nuestra Señora de Montserrat, don Federico Santa-Olalla i Grau, el pasado día 5 de marzo de 2009 a los 90 años de edad, en Blanes (Girona).

"I quan vingui aquella hora de temença en què s'acluquin aquests ulls humans , obriu-me'n, Senyor, uns altres més grans per contemplar la Vostra faç immensa. Sia'm la mort una naixença".

"Y cuando venga aquella hora de temor en que se cierren estos ojos humanos, abridme, Señor, otros más grandes para contemplar Vuestra inmensa faz. Sea la muerte un nacimiento".

Querido Federico, que la Virgen de Montserrat te reciba en sus brazos, con la misma alegría que tu la serviste, soldado de la Tradición, Caballero del Tercio de Montserrat.

Requetés ( Cruzada del 1936 )

Hasta luego Federico, Amigo, Correligionario y Compañero.

REQUETÉ DEL MONTSERRAT

terça-feira, 17 de março de 2009

" PORTUGAL CONTEMPORÂNEO ", DE OLIVEIRA MARTINS

http://www.iscsp.utl.pt/cepp/autores/portugueses/ol_martins.jpg - Guimaraes & Cª Editores. Por fin me terminé los dos volúmenes que suponen esta obra del eminente historiador lusitano. Tanto Menéndez Pelayo como Unamuno coinciden en que estamos ante el " historiador más artista " de la Península. Asimismo, palabras suyas fueron reivindicadas por Vázquez de Mella. Tenía muchas ganas de hincarle el diente. Gracias a la gestión de Joaquim Cymbron, fue él el que me puso en contacto con Coimbra Editora. Tras algún malentendido que pasó pronto, Ricardo Petim me agilizó la gestión. Recibí la obra muy bien encuadernada, fiándome pues del criterio de Cymbron, de lo cual no me arrepiento, sino al contrario. Como reitero, tenía muchas ganas. Del gran Oliveira Martins sólo había leído cosas sueltas. En verdad, vive Dios, me queda tanto por conocer de las letras portuguesas....Porque quitando a Camoens, Sardinha o Pessoa..... Puedo corroborar, en mi humildad, que Oliveira M. es el historiador más artista de la península. La calidad de su estilo es pura soberbia. Los juegos de palabras, las comparaciones, las metáforas, los epítetos, etc.; y todo centrado y relacionado en un contexto del cual el lector no se puede salir aunque quiera. Al principio, reconozco mi dificultad, pues estamos ante una lengua portuguesa culta y decimonónica, pero con el tiempo y cierta ayudita, me he sumergido de lleno en tan excelsa historiografía. Una vez más, es de recibo resaltar la ignorancia que tantos españoles tenemos de la Historia de la patria hermana. Ya vuelvo a recordar que apenas en la universidad tuve una asignatura optativa sobre Portugal en el Brasil. Con Oliveira Martins, he comprobado cómo la historia de las dos patrias peninsulares es " peligrosamente " paralela. Oliveira realiza una crítica harto constructiva, si bien tiene pasajes que nos pueden parecer a priori " irreverentes ". Centra esta obra desde las postrimerías de la invasión francesa hasta el reinado de SMF Miguel I, y luego hasta la Janeirinha, ya casi adentrando en el último cuarto del XIX. Aborda diversas cuestiones religiosas, sociales, culturales, políticas y económicas, también cuestiones espinosas como el iberismo; con conclusiones personales y generales. Las distintas personalidades de la desgraciada historia contemporánea lusa encontrarán un marco explicativo sumamente incisivo en la pluma de nuestro autor. Así como el brutal intervencionismo extranjero, que se comportó con Portugal como si éste país fuera una suerte de protectorado internacional, y no sólo Inglaterra, aunque quizá sea la que más sobresalga en ese sentido. De manera entrañable, puedo resaltar el hermanamiento desde primera hora entre miguelismo y carlismo, y la presencia de legitimistas del Viejo Continente ( Con apellidos ilustres, como Bourmont o La Rochejacquelein ) en los ejércitos apostólicos. Y hasta de manera entrañable, si se quiere, comprobar un paralelismo que a veces se nos hace escalofriante, comprobando cómo en la desgracia parecemos ser más hermanos, por más que queramos distanciarnos, odiarnos o ignorarnos.¡ La cantidad de afrentas que hemos sufrido y seguimos sufriendo en nombre de la libertad y el progreso ! Ahí mete el dedo en la llaga el genial Oliveira. Y para sorpresa de muchos, es más " comprensivo " con el miguelismo que con el liberalismo. Estamos ante un trazado completísimo sobre el ser lusitano. La obra en sí no es demasiado extensa para la intensa temática que ocupa. Una de las grandes habilidades de este eximio historiador es su capacidad de síntesis, que ya la quisiera yo para mí. Irmao_de_Ca suele decir que nuestras lenguas romances son elegantes, en contraposición a las bárbaras. Bien, pues Oliveira eleva ello a la máxima potencia. Elías de Tejada le preguntó a Cymbron, años ha y en los Madriles, cuál era la mejor obra de Oliveira Martins. El correligionario portugués contestóle que ésta misma que yo os comento. Mismo consejo que yo recibí, amén de la Historia da Civilizaçâo Ibérica, que espero algún día poder disfrutar. Con esto creo que he dicho mucho. Un auténtico deleite. _______________________________________________________________________________ * Debido a mi falta de tiempo y todavía también de conocimiento, nos traduce a la preciosa lengua lusa el artículo nuestro Irmão de Cá.:
Por fim terminei de ler os dois volumes que compõem esta obra do eminente historiador lusitano. Tanto Menéndez Pelayo como Unamuno coincidem em que estamos perante o historiador mais artista da Península. De igual modo palavras suas foram citações eleitas por Vasquez de Mella.
Tinha muita vontade de fincar-lhe o dente. Graças a intâncias de Joaquim Cymbron que me pôs em contacto com a Coimbra Editora. Depois de algum malentendido rapidamente ultrapassado, Ricardo Petim agilizou a gestão do envio. Recebi a obra muito bem encadernada, fiando-me pois no critério de Cymbron, do que não me arrependo, pelo contrário.
Como reitero, tinha muita vontade. Do grande Oliveira Martins só tinha lido coisas soltas. Na verdade, ainda me resta tanto por conhecer das letras portuguesas... porque à parte Camões, Sardinha ou Pessoa...
Posso corroborar, na minha humildade, que Oliveira Martins é o historiador mais artista da Península. A qualidade do seu estilo es simplesmente soberba. Os jogos de palavras, as comparações, as metáforas, os epítetos, etc.; e tudo centrado e relacionado num contexto do qual o leitor não pode sair ainda que queira. Ao princípio, reconheço a minha dificuldade, pois estamos perante uma língua portuguesa culta e do século XIX, mas com o tempo e certa ajudita, submergi-me em pleno em tão excelsa historiografia. Uma vez mais devo ressaltar a ignorância que tantos espanhóis temos da história da pátria irmã. Volto a recordar que apenas na Universidade tive uma disciplina optativa sobre Portugal no Brasil. Com Oliveira Martins comprovei como a história das duas pátrias peninsulares é "perigosamente" paralela. Oliveira realiza uma crítica totamente construtiva, se bem que tem passagens que nos podem parecer a priori "irreverentes". Centra esta obra desde o final da Invasão Francesa até ao Reinado de SMF D. Miguel I e mais tarde até à Janeirinha já quase entrando no último quartel do século XIX. Aborda diversas questões religiosas, culturais, políticas e económicas, também questões espinhosas como a do iberismo; com conclusões pessoais e gerais. As distintas personalidades da desgraçada história comtemporânea lusa encontrarão um marco explicativo sumamente incisivo na pena do nosso autor. Assim como o brutal intervencionismo estrangeiro, que se comportou com Portugal como se este país fosse um tipo de protectorado internacional, e não só a Inglaterra, ainda que talvez esta seja a que mais sobressai nesse sentido.
De maneira muito chegada, posso resaltar a irmandade desde a primeira hora entre miguelismo e carlismo e a presença de legitimistas do Velho Continente (Com apelidos ilustres como Bourmont ou La Rochejacquelein) nos exércitos apostólicos. E da mesma maneira, se se quiser, comprovar um parelelismo que às vezes se faz arrepiante, comprovando como na desgraça parecemos ser mais irmãos, por mais que nos queiramos distanciar, odiar ou ignorar. A quantidade de afrontas que temos sofrido e continuamos a sofrer em nome da liberdade e do progresso! Aí mete o dedo na ferida o genial Oliveira. e para surpresa de muitos, é mais compreensivo com o miguelismo que como liberalismo. Estamos perante um tratado completíssimo sobre o ser lusitano.
A obra em sí não é demasiado extensa para a imensa temática de que se ocupa. Uma das grandes habilidades deste exímio historiador é a sua capacidade de síntese, que queria para mim. O Irmao_de_Ca costuma dizer que as nossas linguas romances são elegantes em contraposição às bárbaras. Bem, pois Oliveira eleva-o à máxima potência. Elás de Tejada perguntou a Cymbron, há anos nos Madriles, qual era a melhor obra de Oliveira Martins. O correligionário português respondeu-lhe que esta mesma que eu lhes comento. O mesmo conselho que eu recebi, tal como o da História da Civilização Ibérica, de que espero um dia poder disfrutar. Um autêntico deleite.

segunda-feira, 16 de março de 2009

ANIVERSARIO DEL FALLECIMIENTO DEL PADRE CASTELLANI

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ANIVERSARIO DEL FALLECIMIENTO DEL PADRE CASTELLANI

“Bienaventurados seréis cuando los hombres por mi causa os maldijeren, y os persiguieren y, mintiendo, dijeren toda suerte de mal contra vosotros. Alegraos entonces y saltad de gozo, porque es grande vuestra recompensa en los cielos” (San Mateo, cap. V)
Fue mi maestro y era mi amigo. Las puertas del cielo se abrieron ya para él; y en la tierra nosotros, los sobrevivientes que tanto lo quisimos (y a quien tanto le debemos) rogamos ahora a Dios Nuestro Señor por su noble alma. Personalidad originalísima, sin lugar a dudas, la de nuestro máximo pensador católico argentino, el Padre Castellani. Compleja, polifacética personalidad intelectual y de las letras; restauradora en este siglo XX ateo y negador que vivimos; personalidad impar bajo cualquier aspecto que se la considere (incluso a juicio de sus adversarios ideológicos o detractores religiosos). Hasta el último día se mantuvo sereno el excepcional Maestro de tres generaciones nuestras; lúcido, firme en las convicciones, ortodoxo y cordial con la Cruz de sus males a cuestas; luchando quijotescamente contra las modernas herejías en la descristianizada y “democrática” Argentina liberal contemporánea —siempre “desfaciendo entuertos”— no obstante la notoria salud declinante que desde tiempo atrás lo aquejaba. Su fina espiritualidad —pese a su vejez— no lo abandonó nunca. No decayó jamás su fe comprometida con el mensaje evangélico de Jesucristo: “Hijo de Dios Padre y Segunda Persona de la Santísima Trinidad” —mal que les pese a no pocos de nuestros “hermanos separados” (sic)— que volverá al fin de los tiempos, cumpliéndose, así, en plenitud, la Promesa parusíaca en cuya realización próxima el genial santafesino ex-jesuita creyó firmemente siempre. Temperalmente hablando, Castellani era un hiperemotivo típico, de reacciones francas, apasionadas y directas; un hombre total, auténtico hasta en su original atuendo: con sotana, boina vasca y cinturón militar. Audaz en ocasiones y tímido en otras; caballeresco por dentro y por fuera, pero, a la vez muy afectivo, sensible de alma en extremo. ¡Amigo leal y entrañable! Desde el punto de vista intelectual, Castellani fue —por su talento— un extraordinario prodigio desde muy joven y su genio brilló no sólo en la Argentina, sirviendo incondicionalmente a la Iglesia tradicional en medio de la crisis que hoy la sacude. Abarcó todos los secretos del saber divino y humano, sobresaliendo como teólogo de rara penetración dogmática en Europa; como metafísico insigne y como profesor de filosofía (en Buenos Aires y en Salta). Ensayista, psicólogo, crítico literario, periodista inimitable… autor hasta de novelas y cuentos con mensaje religioso, etc. Y escribió, además, proféticas poesías autobiográficas desgarradoras, dignas de una antología que sus discípulos de ayer le debemos agradecer y aplaudir. La salvación del país en bancarrota fue un constante “leit-motiv” obsesivo para él: amó a Dulcinea —o sea, a la Patria terrenal idealizada— católicamente, hasta su muerte. Egregio caudillo de bravos legionarios “cristóbales”, los diagnósticos que escribió en vida sobre las causas de la actual postración argentina son notables (sensacionales y acaso escandalosos para no pocos dirigentes políticos ingenuos o inadvertidos que aún lo combaten). Su profunda caridad como la de San Pablo (Saulo de Tarso), le hizo acuñar —sin romanticismo alguno— esta certera definición evangélica del patriotismo: “Si los sujetos que viven en un mismo campo geográfico se odian cordialmente unos a otros, no se puede decir que allí exista patria; porque «si no amas a tu prójimo, al cual ves, ¿cómo amarás a la patria a la cual no ves?». En amor al prójimo se resuelve prácticamente el amor a la patria; y si no es amor al prójimo, nada es”. En otro orden de ideas, para nuestra madura generación de abuelos que peinan canas y para el país joven de ahora —el de nuestros hijos y nietos—: ¿qué significado tendrá, me pregunto yo, el alto magisterio cultural y religioso asumido en vida —sin beneficio de inventario y en grado heroico de virtudes— por el Padre Leonardo Castellani? Bien. Al caer enfermo (hace casi un lustro) y después de sufrir una dolorosa operación quirúrgica, lo visité una tarde en su departamento de la calle Caseros. Lo encontré pálido, enjuto, envejecido, rezando en la oscuridad. Ante una optimista pregunta mía con respecto a sus trabajos en general, me contestó palpando las negras cuentas de un rosario que apretaba entre sus descarnados dedos: “Lo único que en adelante me interesa, Peco, es prepararme a bien morir; en cuanto a mi obra escrita: ¡bah! Antes tendrá que padecer la suerte natural de las semillas: pudrirse bajo la tierra para que, Dios mediante, aparezcan —si llueve— los verdes brotes de la planta. Estamos todos sometidos, Peco, a esa inexorable ley biológica que es al mismo tiempo sobrenatural: morir para resucitar. Y también, por supuesto, deben cumplir dicha ley nuestras obras humanas”. Tal la visión prospectiva que, sobre sí mismo, nos dejó el grande hombre a quien hoy lloramos con hondo pesar. El Padre Castellani, por voluntad inapelable del Altísimo, ha finalizado santamente, sufridamente, su periplo en este “valle de lágrimas” que para él fuera nuestra patria. Es cierto. Pero como en la épica leyenda del Cid Campeador ganará todavía —aunque en espíritu e inteligencia— muchas batallas después de muerto en la larga guerra por la Reconquista de la Argentina, de cuya ardua empresa Castellani fue, enhorabuena, su principal y quizá más tesonero Adelantado bajo el conocido seudónimo de “Militis Militorum”. “Dios juega con trampa —sentenciaba desde San Juan en el año 1962—; tiene en la manga el As de Espada, la carta de la Resurrección. Cuando esté más oscuro, sabed que por allí amanece”. Máxima ésta de prosapia claramente lugoniana, según se ve. Y bien: las puertas del cielo se abrieron ya para nuestro grande amigo, a los 81 años de edad. Y en la tierra, a quienes somos sus sobrevivientes discípulos y admiradores que tanto lo quisimos, nos toca rezar con fervor a la Santísima Virgen María por su bienaventuranza eterna… hasta la Resurrección de la Carne.
Federico Ibarguren
Nota: Estas líneas fueron publicadas en el nº 42, del año V de la segunda época de “Cabildo”, aparecido el 15 de mayo de 1981, tres meses después del fallecimiento del Profeta de la Argentina.