sábado, 25 de abril de 2009

Outro 25 de Abril...

Ah, pois é... hoje é dia 25 de Abril. Dia da Revolução dos Cravos...
A um sábado até passa despercebido... talvez com uma pitada de ironia divina pois quase tudo o que pretenderam fazer desse dia do ano de 1974 para o futuro está, hoje, por terra. Dos três D's - Democracia, Descolonização, Desenvolvimento - nada resta ou quase nada: talvez só a mágoa dos iludidos nesse tempo, talvez só a raiva dos desiludidos por esse tempo, talvez só a indiferença dos que, como eu, não eram sequer nascidos nesse tempo.
Sim, decerto que me podem acusar de ignorar a realidade do antes e depois, de "falar de cor": uns dirão que sou mal-agradecido por uma liberdade a custo conquistada, porque não lhe presto preito e homenagem; outros que traio a memória do império e de uma certa ideia de Portugal, que então morreu - como se ainda vivesse realmente por essa altura. Porém, e como o que fazemos no presente se repercute no futuro, o facto de viver hoje as consequências dos acontecimentos e das decisões tomadas nesse tempo confere-me o direito à sua crítica.
Quanto à liberdade, tanta me deram, quase tanta me tiraram. Ah, sim, claro posso pensar, falar, ler e escrever o que me apetecer... desde que se insira na grelha de múltipla escolha política que me oferece o regime "democrático" vigente... algo estreita, de resto, para não ter de pensar muito, não me vá fazer mal. Tudo o que cheire a PÁTRIA, esse conceito nacionalista, fachista e discriminatório deve ser evitado em qualquer debate sério, porque o progresso europeu não pode parar por questões tão ireelevantes e obsoletas como os interesses nacionais. E claro, tudo o que escape ao controlo do Estado Português está assegurado pelo do Grande Olho (Europeu) - qualquer semelhança com o G.O.(L). não é pura coincidência - que ainda há pouco tempo nos veio informar os portugueses que, se não fosse aprovada a lei de despenalização do aborto, a União Europeia se encarregaria de o fazer por nós.
Os que conquistaram a liberdade "democrática", uma vez no poder, ficaram com uma parte no bolso e venderam quase tudo o resto à França, à Grã-Bretanha e à Alemanha por um punhado de fundos comunitários a pagar aos grandes burgueses da banca e da construção - esses mesmos que lhes deram emprego depois de saírem dos seus cargos europeus, aos quais ascenderam pelo seu bom comportamento no Governo e na Administração Pública Portuguesa. Os bons alunos europeus! (sem sombra nem mancha de promisquidade!)
Está bom de ver a Democracia e o Desenvolvimento que nos restaram depois desta alienação da nossa liberdade; ainda que, como já aqui defendi - a democracia é como o Pai Natal, não existe e, portanto, não nos podería ter sido dada pelo 25 de Abril, - para os ingénuos que ainda acreditam nos dois, os últimos tempos têm sido trágicamente reveladores. Pois não é que a censura que se julgava erradicada ataca agora no seio dos grupos parlamentares, sob a nome de disciplina partidária? Pois não é que hoje em dia se condiciona a justiça por pressões políticas sobre o Ministério Público e se perseguem funcionários públicos por delitos de opinião? Pois não é que as escutas ilegais se multiplicam, que o segredo de justiça é só para alguns e nunca se encontram culpados?
Pois não é que nem nos tempos ditos os mais negros do salazarismo, nem desde que há registos fiáveis, pois não é que nunca houve em Portugal semelhante diferença de rendimento entre ricos e pobres? MAS QUAL DEMOCRACIA??? Que liberdade, que igualdade, que fraternidade são estas?
Falta falar da descolonização... muitos começariam por esta. Eu não.
Se a descolonização foi mal feita e foi (os índices de pobreza, os anos de guerra subsequente, a destruição comunista infligida aos modos de vida, às estruturas tribais, aos equilíbrios étnicos, à paz social, à Igreja com tudo que representava nas ex-colónias são disso contundente prova), não foi menos mal gerida toda a questão da tensões independentistas e da Guerra do Ultramar pelos Governos Salazaristas. Para mim, a descolonização subsequente ao 25 de Abril foi uma vergonha para um país ao qual foi confiada por Deus uma fundamental missão evangelizadora e responsabilidades de monta na civilização de África e do Novo Mundo: mas essa missão e responsabilidades há muito que tinham sido postas de parte, cá como lá, no cardápio das prioridades e motivações coloniais portuguesas. A cedência do regime Salazarista a todos os desvarios da sua bem amada burguesia, à mesma burguesia capitalista e maçónica que tudo quer, tudo consome e todos explora, ontem como hoje, ditou o fim próximo do Império. Deus o deu, Deus o tirou; porque o não soubémos merecer.
O 25 de Abril. Foi só mais uma revolução. Uma das muitas que desde 1789 vão alternando com ditaduras autoritárias na gestão das tensões sociais que umas alimentam nas outras. Porque há sempre quem acredite que a outra é a solução. Quando não há Deus na vida das pessoas é assim: when you don't believe in nothing you believe in anything - Chesterton.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

MEMORIAS DE LA HERMANA LUCÍA

http://imagecache.allposters.com/images/pic/MEPOD/10028487-FB%7EThe-Three-Children-Jacinta-Francisco-and-Lucia-Who-Saw-the-Vision-of-Fatima-in-Portugal-Posters.jpg - Secretariado dos Pastorinhos. Fátima ( Portugal ) Heme aquí con algo traído directamente de mi viaje a Portugal. Aún quedan en mi retina Lisboa, Alcobaça, Batalha, Óbidos, Fátima, Sintra, Cascais, Estoril...¿ Cómo olvidarlo ? Estando en Fátima, después de orar en la Capelinha, y a pesar de la infamia modernista antiartística que han hecho en frente, me quedé sólo, abstraído, paseando en una tarde fría y nublada, donde el tono de la piedra dulcemente grisácea invadía mi alma. No es cierto que cuando uno va a Fátima sienta algo " mágico ". No, no es " magia " lo que se siente allí. Dejemos la magia para los charlatantes de la televisión. Lo que se siente en Fátima es lo sobrenatural, la realidad de la esencia del Espíritu Santo esparcida. Allí, sintiendo vivamente a força dos pastorinhos, entré en las tiendas y me compré esta obra a buen precio. Querría habérmela comprado en portugués, pero para que la pudiera leer mi familia, mejor la compré en español. El libro me ha ayudado a recordar minha lusa viagem. Sabía muy poco realmente de Fátima. El amigo Rafael Castela Santos siempre me insistió bastante en el tema. Fátima ha supuesto un hito en la Catolicidad. La aparición de Nuestra Señora a los pastorcitos, en un momento clave para la humanidad, con un futuro muy negro....Y aparte, como reitero, apenas sabía nada de los Sagrados Secretos. Nuestra Señora del Rosario se apareció en los lindes de Cova de Íria con un mensaje de esperanza. A veces, pareciera que relacionáramos necesariamente la esjatología con la hecatombe, y no es así. En Fátima se volvió a demostrar el inmenso Amor de Dios hacia su Creación, el valor que da el Todopoderoso a la libertad, y se volvió a repetir, como en Trento, que los hombres pueden salvarse. Nuestra Señora del Rosario en Fátima nos marcó una bellísima directriz a través de su Inmaculado Corazón. Y es aquí donde la Hermana Lucía, todo un inmaculado ejemplo de Cristiandad en nuestros tiempos, a través de su entrañable redacción, plasmada con una memoria portentosa y una dicharachera viveza nos ilustra directamente sobre lo que ella vivió. No en vano, por algo Dios Nuestro Señor y Su Santísima Madre la escogieron a ella como escogieron a sus primos. El libro me ha hecho replantearme algunas dudas sobre lo que sabemos o dejamos de saber de los Secretos, o incluso lo que en más de una ocasión se nos ha vendido como " oficial ". No obstante, existe una explicación teológica formidable de J. Ratzinger, que cuando se publicó la obra era Cardenal, y hoy, como Bendición de Dios, es el Papa de Roma. No les voy a contar nada de los Secretos de Fátima que ustedes ya no sepan; y supongo que esto es propio de un ignorante sin remedio como el que les habla. En las manos de la Santa Iglesia, como humilde servidor que de Ella soy, lo dejo, por supuesto. Fátima supone un testimonio sobrecogedor, ayudando a comprender la grandeza de Dios; clarificador a través del espacio y del tiempo, nutritivo para el alma, reflexivo para nuestro mundo moderno. No es eso de los " júbilos terribles " que hablara Borges y que tan acertadamente criticara Castellani. No, es la Luz del Señor, a través del Sagrado Corazón de Jesús y del Inmaculado Corazón de Su Madre. Fátima es una señal, una gran señal. En una gran nación católica como nuestra hermana y vecina Portugal, donde quedó la promesa de la conservación de la Doctrina de la Fe; como nosotros, los españoles, tenemos la promesa reinante del Sacro Corazón de Jesucristo. Ello, ante la visión del infierno, la importancia de la oración, las ofensas a Dios repetidas por todo el mundo, la consagración de Rusia al Inmaculado Corazón de María.... Sólo puedo decirles que recomiendo vivamente que lean de puño y letra el testimonio de esta insigne monjita, mujer de Dios y María que vivió y murió por y para la Santísima Trinidad. De mientras, yo sigo abstraído, recordando mis solitarios paseos por la noche portuguesa, embelesado en el gris de la capelinha frente a la noche misteriosa y acogedora, después de cariocas de café y pasteles inimitables, cruzando esos mosaicos que forman las calles lusas, recordando el frío de la cercana sierra y visualizando y comprendiendo la importancia de la oración, del rosario; la importancia de Portugal, de la Virgen, de Dios. Y por más que intente expresar con palabras, acho inutéis as palavras, quando o silêncio é melhor....O santo silêncio.....E a palavra é de prata, mas o silêncio de ouro.... Una lectura más que recomendable, para el pasado, el presente y el futuro. http://1.bp.blogspot.com/_FSabeFaSTBk/R9NETR2e3rI/AAAAAAAAAhA/0pfQUtfmB3Q/s400/santuario-de-fatima.jpghttp://img174.imageshack.us/img174/9178/fatimaxy5.jpg Y ahora, haciendo caso a un buen amigo de una vez, voy a por Tolkien. Ya les contaré....

quarta-feira, 22 de abril de 2009

ARLINDO VEIGA DOS SANTOS

http://4.bp.blogspot.com/_Ff-mj3vAsfg/Sc-gMn_oATI/AAAAAAAANto/RYHkdeziP1U/S1600-R/Ordem+de+Cristo-velas2.jpg
Arlindo Veiga dos Santos, arauto e poeta de uma Pátria-Nova Victor Emanuel Vilela Barbuy O pensador, jornalista, escritor, poeta, ensaísta, novelista, professor, tradutor, congregado mariano, líder negro e monárquico e doutrinador patriótico, nacionalista e tradicionalista Arlindo Veiga dos Santos é sem sombra de dúvida um dos maiores e mais olvidados intérpretes da realidade deste vasto Império chamado Brasil e um pensador da Tradição só comparável, entre nós, a um Plínio Salgado, um Alexandre Correia, um Heraldo Barbuy, um José Pedro Galvão de Sousa, um Leonardo van Acker, um João de Scantimburgo, um Jackson de Figueiredo, um Eduardo Prado, um Manoel Lubambo ou um Sebastião Pagano. Nascido na cidade paulista de Itu no ano de 1902, o criador e mais importante líder e doutrinador do Patrianovismo - movimento defensor de uma Monarquia orgânica, social e popular realmente vinculada às tradições e realidades nacionais – era negro, a despeito de descender também de portugueses e índios, sendo, portanto, um homem oriundo das três “raças” formadoras da nacionalidade brasileira. É Arlindo, ademais, um exemplo vivo do quão errados estavam os intelectuais patrícios que – seguindo Gobineau, Vacher de Lapouge, Houston Stewart Chamberlain e outros arautos da pretensa superioridade étnica “ariana” – tanto amesquinharam e achincalharam o negro, o índio e o caboclo de nossa terra, como bem denuncia Plínio Salgado em seu Manifesto de Outubro [1], assim conhecido por haver sido divulgado a 07 de outubro de 1932. O Patrianovismo, principal legado de Arlindo Veiga dos Santos a esta sua amada Terra de Santa Cruz, surge na Imperial Cidade de São Paulo do Campo de Piratininga no ano de 1928, com a fundação do Centro Monárquico de Cultura Social e Política Pátria-Nova, que a partir do ano seguinte publica a revista Pátria-Nova, saudada com entusiasmo por Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde) [2], e que se transforma, já na década de 1930, na Ação Imperial Patrianovista Brasileira. A Ação Imperial Patrianovista Brasileira, cujo símbolo era a Cruz da Ordem Militar de Cristo com as pontas em flecha ou lança [3], não reuniu tantos adeptos quanto a Ação Integralista Brasileira de Plínio Salgado ou formou uma constelação de intelectuais tão resplandecente quanto esta, com a qual tinha, aliás, diversas semelhanças do ponto de vista doutrinário. Reunindo, porém, dezenas de milhares de membros, ou, segundo alguns, mesmo algumas centenas de milhares e formando, ademais, um pugilo de pensadores também fascinante, configura-se como o maior movimento político monárquico do Brasil republicano e um dos mais extraordinários grupos da inteligência do País. O Patrianovismo, “doutrina dinâmica com base no princípio estático-dinâmico da tradição” [4], é um movimento patriótico, nacionalista e tradicionalista que prega a recristianização integral da Nação Brasileira, opondo-se tanto ao liberal-capitalismo quanto ao comunismo, e sustenta a Monarquia tradicional, onde o príncipe reina e governa, sendo, pois, chefe de Estado e de Governo, mas tem seu poder concretamente limitado pelos Grupos Naturais, ou Grupos Intermediários, por meio do asseguramento institucional da autonomia social de tais grupos, que tem sido negada tanto pelos Estados ditos “democráticos” quanto pelos Estados totalitários. A doutrina patrianovista recebe forte influência da Action Française de Charles Maurras e Léon Daudet e sobretudo da Doutrina Social da Igreja, de pensadores brasileiros como Jackson de Figueiredo e Alberto Torres e do Integralismo Lusitano de António Sardinha. Cumpre salientar, com efeito, que Pátria-Nova foi o nome de um semanário integralista de Coimbra dirigido por Luís de Almeida Braga, um dos fundadores e principais dirigentes e doutrinadores daquele movimento. Em 1931, Arlindo funda a Frente Negra Brasileira, que, sob sua liderança, configura-se como o maior e mais sadio movimento negro da História não apenas do Brasil mas também de toda a chamada América Latina, que preferimos denominar América Hispânica, posto que o Brasil é tão hispânico quanto seus vizinhos, da mesma forma que Portugal é tão hispânico quanto a Espanha [5], constituindo as duas grandes nações lusófonas duas das diversas Espanhas de que fala o magno jurista e pensador espanhol Francisco Elías de Tejada [6] Havendo citado o nome de Tejada, insigne discípulo e continuador de Donoso Cortés e mui provavelmente o maior pensador político tradicionalista espanhol do século 20, importa salientar que este foi um conhecedor como poucos do Brasil e de sua História, como demonstra em trabalhos como As doutrinas políticas de Farias Brito [7] e que foi amigo pessoal de Arlindo Veiga dos Santos, bem como de José Pedro Galvão de Sousa e Plínio Salgado [8], dentre outros homens de pensamento patrícios. Foi Tejada, ademais, o representante, em Espanha, da revista bilíngue de cultura Reconquista, fundada em São Paulo no ano de 1950 por José Pedro Galvão de Sousa. A revista Reconquista, cujo nome foi sugerido por Arlindo Veiga dos Santos [9], um de seus principais colaboradores, orientou-se pelos mesmos princípios norteadores do Patrianovismo, tendo entre seus articulistas pensadores da estirpe de um Heraldo Barbuy, um Clovis Lema Garcia, um Hipólito Raposo, um Fernando de Aguiar (seu representante em Portugal), um Alberto de Monsaraz, um Octavio Nicolás Derisi, um Rafael Gambra, um Pablo Lucas Verdú e de outros tão ilustres, incluindo, é claro, os supracitados José Pedro Galvão de Sousa e Francisco Elías de Tejada. Foi Tejada, ainda, quem, em belo artigo sobre Arlindo Veiga dos Santos, incluiu o autor de Idéias que marcham no silêncio... entre “os maiores expoentes atuais do pensamento político tradicional das Espanhas cristãs e antieuropéias” [10]. Poeta inspirado, Arlindo evoca, em poemas cristãos e patrióticos como Sentimentos da Fé e do Império [11], o passado heróico da Nação Brasileira, surgida não no momento da chegada de Cabral, mas sim muito antes, no “Milagre de Ourique”, louvando nossas tradições e raízes lusíadas e hispânicas. Tradutor de valor, Arlindo verteu para o nosso idioma obras como Do governo dos príncipes ao rei de Cipro e Do governo dos judeus à duquesa de Brabante, de Santo Tomás de Aquino [12], O crepúsculo da civilização, de Jacques Maritain [13], Organização monárquica do Estado, de Jacques Valdour [14], e As doutrinas políticas de Farias Brito, de Francisco Elías de Tejada [15]. Professor de Latim, Português, Inglês, História, Sociologia e Filosofia, o autor de Para a Ordem Nova [16] lecionou em instituições de ensino superior tais como a Faculdade de Filosofia de São Bento, a Faculdade Sedes Sapientiae, a Faculdade de Filosofia de Lorena e a Faculdade de Filosofia da Universidade de Campinas, bem como em colégios como o São Luís e o Anglo-Latino, na Capital Paulista. Falecido em sua cidade natal no ano de 1978, Arlindo Veiga dos Santos é um nome totalmente sabotado e praticamente desconhecido no Brasil. Não é, porém, de hoje que seu nome e suas idéias “caminham no silêncio”, pois, como já denunciava o então patrianovista Luís da Câmara Cascudo, no dealbar da década de 1930, em artigo publicado no Diário de Natal, Arlindo era um “mestre solitário”, um “alto pensador” lamentavelmente sabotado por uma “força invisível” [17]. Sejam estas singelas e mal traçadas linhas a nossa homenagem ao Mestre Arlindo Veiga dos Santos, heróico e inspirado poeta e arauto de uma Pátria-Nova, cujo nome e idéias um dia deixarão de marchar no silêncio e constituirão – juntamente com os ensinamentos de outros mestres de Brasilidade – um farol que iluminará esta Terra de Santa Cruz no caminho de sua missão histórica. Imperial Cidade de São Paulo do Campo de Piratininga, aos 12 dias do mês de março do ano da graça do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2009. NOTAS [1] SALGADO, Plínio. Manifesto de Outubro de 1932. In Sei que vou por aqui!, n. 2, São Paulo, setembro-dezembro de 2004, p. VII. [2] LIMA, Alceu Amoroso (Tristão de Athayde). Pátria Nova. In Estudos, quinta série. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1933, pp. 299-309. [3] BARROSO, Gustavo. O Integralismo e o Mundo. 2ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1937, p. 45. [4] SANTOS, Arlindo Veiga dos. Idéias que marcham no silêncio... São Paulo: Pátria-Nova, 1962, p. 43. [5] Sobre a hispanidade do Brasil e de Portugal: SOUSA, José Pedro Galvão de. O Brasil no Mundo Hispânico. São Paulo: Ed. do autor, 1962. [6] TEJADA, Francisco Elías de. Las Españas. Madri: Ediciones Ambos Mundos, S. L., 1948. [7] TEJADA, Francisco Elías de. As doutrinas políticas de Farias Brito. Trad. de Arlindo Veiga dos Santos. São Paulo: Edições Leia, 1952. [8] Sobre Plínio Salgado Tejada escreveu um breve porém magnífico ensaio intitulado Plínio Salgado na Tradição do Brasil (Trad. de Gerardo Dantas Barreto. In Plínio Salgado: “in memoriam”, vol. II. São Paulo: Voz do Oeste/Casa de Plínio Salgado, 1986, pp. 46-70), em que observa que antes de Plínio Salgado “ninguém havia entendido a Tradição brasileira” e que convém comparar sua obra apenas com o posterior “empreendimento intelectual de José Pedro Galvão de Sousa” (Idem, p. 70). Isto posto, cumpre notar que foi Plínio Salgado o primeiro homem de pensamento brasileiro a tratar da obra de Tejada, em seu livro O ritmo da História [3ª ed. (em verdade 4ª). São Paulo: Voz do Oeste/Brasília: INL, 1978, pp. 191-220]. [9] DIP, Ricardo. Veiga dos Santos: El poeta brasileño de Pátria Nova. Disponível em http://www.carlismo.es/modules.php?name=News&file=article&sid=68. Último acesso a 11 de março de 2009. [10] TEJADA, Francisco Elías de. Arlindo Veiga dos Santos desde o Tradicionalismo Castelhano. São Paulo, Revista da Universidade Católica de São Paulo, dezembro de 1958, vol. 16, separata, p. 7. [11] SANTOS, Arlindo Veiga dos. Sentimentos da Fé e do Império: amostra de esperança para a hora das trevas. São Paulo: Pátria-Nova, s/d. [12] AQUINO, São Tomás de. Do governo dos príncipes ao Rei de Cipro e Do governo dos judeus à duquesa de Brabante. Trad. de Arlindo Veiga dos Santos. Prefácio de Leonardo van Acker. 1ª ed. São Paulo: ABC, 1937. [13] MARITAIN, Jacques. Crepúsculo da civilização. Trad. de Arlindo Veiga dos Santos. São Paulo: Cultura do Brasil, 1939. [14] VALDOUR, Jacques. Organização monárquica do Estado. Trad. de Arlindo Veiga dos Santos. São Paulo: Reconquista, 1956. [15] TEJADA, Francisco Elías de. As doutrinas políticas de Farias Brito. Trad. de Arlindo Veiga dos Santos. São Paulo: Edições Leia, 1952. [16] SANTOS, Arlindo Veiga dos. Para a Ordem Nova. São Paulo: Pátria-Nova, 1933. [17] CASCUDO, Luís da Câmara. O Mestre Solitário. In CIERO, Hermes. Honra ao mérito. São Paulo:Pátria-Nova, 1951, p. 7. Cristianismo, Patriotismo e Nacionalismo: Arlindo Veiga dos Santos, arauto e poeta de uma Pátria-Nova

MONS. ZACARÍAS DE VIZCARRA, APÓSTOL DE LA HISPANIDAD VASCA

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Zacarías de Vizcarra Arana (1880-1963)

Obispo católico español y primer ideólogo de la «Hispanidad», nacido el 4 de noviembre de 1880 en Abadiano, «anteiglesia y república en la provincia de Vizcaya a 5½ leguas de Bilbao, diócesis de Calahorra, audiencia territorial de Burgos» (escribía Madoz en 1845), desde 1861 diócesis de Vitoria. En septiembre de 1891 se difundió el Prospecto primero destinado a captar la primera promoción de alumnos becarios, de entre doce y catorce años, que debían inaugurar el Seminario Pontificio de Comillas, y Zacarías de Vizcarra fue uno de los más de quinientos candidatos que fueron examinados y reconocidos en las casas de la Compañía de Jesús más cercanas a sus domicilios, teniendo la suerte de ser seleccionado, formando parte de aquellos primeros cincuenta y cuatro jóvenes españoles que dieron vida a la nueva institución, y que se incorporaron a Comillas a principios de enero de 1892. Aquella primera promoción, nombrada de «San Antonio» (por Antonio López), culminó sus estudios en 1906, una vez reconocido en 1904 el Seminario como Universidad Pontificia de Comillas, tras permanecer los alumnos más de catorce años allí internos, incluso los periodos de vacaciones, siendo Vizcarra ordenado presbítero el 31 de marzo de 1906, y manteniéndose a partir de entonces vinculado a Comillas a través de Unión Fraternal y su revista. Tal como preveía el régimen especial de Comillas, al terminar sus estudios hubo de servir como voluntario durante cuatro años en su diócesis. «Visitas. Al comienzo de las vacaciones de este año [1908], a los que teníamos la suerte o la desgracia de no poder ir a nuestras casas, nos cupo la dicha de estrechar las manos de varios sacerdotes que, una vez terminada la carrera, fueron a trabajar con celo en la viña del Señor. Entre ellos estaba mi, nunca bien ponderado, primo Zacarías Vizcarra, que era prefecto de disciplina en el Seminario Conciliar de Vitoria, profesor de griego y suplente universal de todas las asignaturas. Se les dedicó a todos ellos una velada literario-musical, familiar, en el salón de estudio de los pequeños. Yo también, en aquel momento de efusión, me sentí inspirado y canté los loores de mi primo, en esta forma: A don Zacarías de Vizcarra Salud, honor y gloria, Doctor heleno, insigne Zacarías. Si supiera tu historia Y viviera estos días; Tus glorias en cantar fuera el primero De Ulises el cantor, el gran Homero. Tú te remontas con tu bello ingenio Hasta la Grecia culta Y nada se te oculta De lo que puede descubrir su genio. Por eso pasmará al linaje humano La gran obra que traes entre manos. [La antología griega.] Te debe mil favores El mismo Homero y aun la Grecia entera. Porque, ¡quién lo dijera! Cantaste sus loores En espléndido himno a clericales. Al par que a diputados liberales. Que eras una eminencia En la sacra escritura y teología, ¿Quién negar osaría, Si todos dicen que te sobra ciencia? Pasemos adelante, Porque en esto tan sólo eres pasante. Y cuentan que en su trato No era, no, Zacarías, un cualquiera; (Reclama tú, si en algo disparato); Mas a fe que no andabas en chiquitas Diría quien supiera En dónde recibías las visitas. Diz que del Seminario En la gran biblioteca, rodeado A guisa de anticuario, De tanto pergamino apolillado. Contar fuera mi intento Tus percances, descuidos, en Vitoria; Mas, como es de esto sólo Dios testigo, Adiós, mi caro amigo; Me despido cual tú me despedías En una de las cartas que escribías 'Al dulce primo de cerúleos ojos'.»(Dionisio Domínguez S. J., «Relatos de Cielo. Capítulo XVI, continua el estudio de la Teología», Unión Fraternal (Comillas), año XLIII, nº 171, noviembre 1952, págs. 287-289.) En 1911 publicó un breve catecismo en vascuence (Cristiñavaren Jaquinbide Labustua, 24 págs) del que apareció al año siguiente versión en español (Catecismo breve de la doctrina cristiana, 20 págs). El joven sacerdote Vizcarra se trasladó pronto a la Argentina, como capellán de la potentada familia Pereyra Iraola, república donde había de permanecer durante veinticinco años, regresando a España en 1937. Allí formó parte de un activo grupo de católicos, entre los que se encontraba el arquitecto Rómulo Ayerza (1855-1948), quien había intervenido en la construcción de la Basílica de Luján, tuvo a su cargo la erección de la Basílica del Sagrado Corazón en Buenos Aires, financiada por la familia Pereyra Iraola (se culminó en 1908), fue de los propulsores de los Cursos de Cultura Católica que se iniciaron en 1922, y de la Sociedad Editorial Surgo y de la revista Criterio. Zacarías de Vizcarra fue profesor de los Cursos de Cultura Católica, en los que reemplazó en 1923 al padre jesuita José Ubach en el curso de Filosofía e inició la explicación de «Dogma y moral para la catequesis»; en 1925 fue Vizcarra reemplazado en el curso de Filosofía por el padre jesuita José María Blanco, y ese año dictó tres lecciones especiales sobre el «Patriotismo». También colaboró Vizcarra en Criterio, de la que fue asesor y censor eclesiástico (junto con el presbítero Restituto Pruneda). «En un lindo y microscópico fascículo publicó Vizcarra una poesía con ocasión de una velada que celebró en Buenos Aires la sociedad española de la Virgen del Pilar, en honor del Cardenal Juan B. Benlloch, el 29 de septiembre de 1923. No es la inspiración ni siquiera la dicción poética el mérito de esta obrita, sino el ingenio y la intencionada ironía con que el autor describe el carácter e historia de las Naciones que han hecho y hacen la guerra a la influencia de España en América. Por la solemne ocasión en que la poesía se leyó y por ser de un autor, que a pesar de sus múltiples ocupaciones intelectuales y organizadoras, aun encuentra tiempo para versificar y hacer himnos a la Hispanidad, he querido mencionarla como una muestra de la educación poética de los comilleses antiguos.» (Nemesio González Caminero, La Pontificia Universidad de Comillas. Semblanza histórica, Comillas 1942, pág. 67.) En 1926 publicó Zacarías de Vizcarra en Buenos Aires un artículo que se haría famoso, «La Hispanidad y su verbo», en el que propone utilizar el término «Hispanidad» para sustituir al de «Raza», en el sentido de Día de la Raza o Fiesta de la Raza, rótulo extendido desde que Faustino Rodríguez San Pedro lo propusiera en 1913, celebrado ya entonces como fiesta nacional en varios Estados: «Por las razones que luego indicaré no me satisfacía el nombre de Día de la Raza, que iba adquiriendo cada vez mayor difusión. Era necesario encontrar otro nombre que pudiera reemplazarlo con ventaja. Y no hallé otro mejor que el de 'Hispanidad', prescindiendo de su anticuada significación gramatical y remozándola con dos acepciones nuevas, que describía yo así en una revista de Buenos Aires que no tengo a mano ahora en Madrid, pero que encuentro citada en la mencionada revista Hispanidad de Madrid, en el número de 1 de febrero de 1936: «Estoy convencido –decía en ella– de que no existe palabra que pueda sustituir a 'Hispanidad'... para denominar con un solo vocablo a todos los pueblos de origen hispano y a las cualidades que los distinguen de los demás. Encuentro perfecta analogía entre la palabra 'Hispanidad' y otras dos voces que usamos corrientemente: 'Humanidad' y 'Cristiandad'. Llamamos 'Humanidad' al conjunto de todos los hombres, y 'humanidad' (con minúscula) a la suma de las cualidades propias del hombre. Así decimos, por ejemplo, que toda la Humanidad mira con horror a los que obran sin humanidad. Asimismo llamamos 'Cristiandad' al conjunto de todos los pueblos cristianos y damos también el nombre de 'cristiandad' (con minúscula) a la suma de las cualidades que debe reunir un cristiano. Esto supuesto, nada más fácil que definir las dos acepciones análogas de la palabra 'Hispanidad': significa, en primer, lugar, el conjunto de todos los pueblos de cultura y origen hispánico diseminados por Europa, América, África y Oceanía; expresa, en segundo lugar, el conjunto de cualidades que distinguen del resto de las naciones del mundo a los pueblos de estirpe y cultura hispánica.» Estas dos acepciones nuevas de la palabra «Hispanidad» nos podían permitir reemplazar ventajosamente el vocablo «raza» que, como escribía yo en la mima revista, me parecía «poco feliz y algo impropio»; pero no figuraban todavía en los diccionarios. Por eso, en un escrito que publiqué en Buenos Aires en 1926 bajo el título 'La Hispanidad y su verbo', y obtuvo amplia difusión en los ambientes hispanistas, elevaba a la Real Academia de la Lengua esta modesta súplica: 'Si tuviéramos personalidad para ello, pediríamos a la Real Academia que adoptara estas dos acepciones de la palabra 'Hispanidad' que no figuran en su Diccionario'.» (Zacarías de Vizcarra, «Origen del nombre, concepto y fiesta de la Hispanidad», El Español, 7 de octubre de 1944.) Entre 1928 y 1930 ejerció Ramiro de Maeztu, a instancias del General dictador Primo de Rivera, como embajador de España en Argentina, estableciéndose una relación de amistad con Zacarías de Vizcarra que sería determinante para la difusión de la Idea de «Hispanidad» en España: el mismo año en el que se proclamó la República, el primer número de la revista católica y monárquica Acción Española (Madrid, 15 de diciembre de 1931) se abría con un artículo de Ramiro de Maeztu titulado «La Hispanidad» (páginas 8-16) –luego refundido en su Defensa de la Hispanidad– que comienza: «'El 12 de octubre, mal titulado el Día de la Raza, deberá ser en lo sucesivo el Día de la Hispanidad.' Con estas palabras encabezaba su extraordinario del 12 de octubre último un modesto semanario de Buenos Aires, El Eco de España. La palabra se debe a un sacerdote español y patriota que en la Argentina reside, D. Zacarías de Vizcarra. Si el concepto de Cristiandad comprende y a la vez caracteriza a todos los pueblos cristianos, ¿por qué no ha de acuñarse otra palabra, como ésta de Hispanidad, que comprenda también y caracterice a la totalidad de los pueblos hispánicos?» (Ramiro de Maeztu, «La Hispanidad», Acción Española, tomo 1, nº 1, 15 de diciembre de 1931, página 8.) «Hubo dos circunstancias que provocaron su aproximación [de Ramiro de Maeztu, en Argentina] a los nacionalistas. En primer lugar, la impresión favorable que le causó la lectura de dos artículos del joven ensayista Ernesto Palacio, de «La Nueva República», (1927-1931), periódico nacionalista que editaban los hermanos Julio y Rodolfo Irazusta. En segundo lugar, su relación con el sacerdote español, Zacarías de Vizcarra, muy vinculado a la colectividad y activísimo en la propagación y polémica en favor del catolicismo y del tradicionalismo. El P. Vizcarra fue uno de los primeros en difundir en Buenos Aires un concepto de la cultura hispánica estrechamente vinculado al catolicismo y la idea de que la hispanidad, como él la designaba, debía ser el principal lazo de unión entre España, las naciones hispanoamericanas y, en particular, la Argentina. Era profesor de los «Cursos de Cultura Católica», creados en 1922 dentro del programa de renovación del pensamiento católico que tenía lugar en Buenos Aires e integró el elenco editorial de la revista «Criterio», dirigida en 1928 por Atilio Dell'Oro Maini, también bajo el patrocinio del episcopado de Buenos Aires. Las relaciones intelectuales y religiosas entre Vizcarra y Maeztu fueron muy estrechas, pues éste se replanteaba su posición religiosa, y el sacerdote le aconsejaba con enseñanzas y orientaciones teológicas. Por otra parte. Vizcarra conocía muy bien a los nacionalistas, quienes participaban de las actividades culturales católicas. Sobre todo César Pico, un biólogo con una fuerte vocación filosófica y sociológica, y dos filósofos del derecho: Tomás Casares y Faustino Legón. En el grupo también estaban el médico y ensayista político Juan D. Carulla, el poeta Lisardo Zía, el historiador Alberto Ezcurra Medrano y los ensayistas Alfonso de Laferrère y Mario Lassaga.» (Enrique Zuleta Álvarez, «Maeztu en Buenos Aires», Razón Española, nº 83, mayo-junio 1997, págs. 319-325.) «En los primeros años del 30 anduvo por Buenos Aires un sacerdote español, el padre Zacarías de Vizcarra, alejado de su patria por las turbulencias de la época. Era un espíritu inquieto y deseoso de fundar su fe religiosa en conocimientos sólidos y acordes con las demandas del siglo en que debía proclamar su ministerio. De su paso entre nosotros quedan rastros a raíz de su colaboración en el surgimiento de los Cursos de Cultura Católica, parcial antecedente de la actual Universidad Católica Argentina, del Ateneo de la Juventud, de la desaparecida Radio Ultra y, en especial, del Instituto Grafotécnico. Vizcarra tenía un interés preciso y bien meditado en crear un lugar de formación cristiana para quienes tuviesen que trabajar en los medios de comunicación. La opción del sacerdote fue clara: él quería un establecimiento cristiano y no confesional, entendido lo primero como una cátedra inspirada en la jerarquía de valores que entraña el cristianismo como visión de las cosas, y lo segundo como un rechazo a las posiciones que denoten sectarismo y que amenacen la unidad del cuerpo comunitario. Fue Vizcarra el hombre que ideó las funciones del Grafotécnico, dispuso los resortes que lo pusieron en marcha y convocó a las personalidades que se hicieron cargo de la dirección y la docencia en la primera sede, ubicada en Carlos Pellegrini 1535. El primer Consejo Superior –organismo tutor del Instituto en los primeros 20 años– fue presidido por el doctor Vicente C. Gallo, rector de la Universidad de Buenos Aires; lo secundaban, entre otros, el arquitecto Alejandro Christophersen, los historiadores Rómulo Carbia, Carlos Ibarguren y Salvador Oría; los novelistas Manuel Gálvez y Gustavo Martínez Zuviría; y los críticos y ensayistas Juan Pablo Echagüe y Juan B. Terán. Antes de regresar a España, en 1936, el padre Vizcarra le pidió al padre Ercole Gallone, de la compañía de San Pablo, que la Obra Cardenal Ferrari se hiciera cargo de la Escuela de Periodismo. Vizcarra fue el primer director del Instituto; en los siguientes años se sucedieron en el cargo Alfonso Raffaelli, Hugo Parpagnoli, Luis Gil Montoya, Basilio Uribe, Guillermo Meque, Francisco Papini, Antonio Díaz Funes, Alcibíades Manuel Córdova Alsina, Pedro Siwak, Emilio Díaz, José María Poirier, Susana Rosso, Teresita Rottgardt, Pedro Siwak y el Lic. Carlos Massa, quien es el actual rector.» (Los orígenes del Instituto Grafotécnico de Buenos Aires, de su página de internet, julio 2004.) En el número 16 de Acción Española (1º agosto 1932) reprodujeron los «principales fragmentos del estudio publicado en Buenos Aires por Don Zacarías de Vizcarra, honra de nuestro sacerdocio, para animar, durante las presentes tribulaciones, a los católicos españoles, con la visión de las pasadas misiones y de los destinos futuros de España y de la Hispanidad», bajo el título «El apóstol Santiago y el mundo hispano», donde Zacarías de Vizcarra expresa con claridad meridiana, y además un par de veces, los destinos futuros que se esperan de España y de la Hispanidad: «...tenemos que España y su estirpe, es decir, toda la Hispanidad, debe cumplir todavía dos brillantes misiones en la Cristiandad, para salvar a la Humanidad en su más terrible crisis: 1.º Debe derrotar al Anticristo y a toda su corte de judíos, con el signo de la Cruz (...), 2.º Debe España completar la obra iniciada en Covadonga, Las Navas, Granada y Lepanto, destruyendo completamente la secta de Mahoma y restituyendo al culto católico la catedral de Santa Sofía, en Constantinopla. (...) Porque Santiago y España tienen que cumplir todavía dos misiones a cual más gloriosas: Santiago y España tienen que defender un día a la Iglesia de San Pedro, combatiendo y derrotando al Anticristo y a su corte de judíos; Santiago y España tienen que cantar un día el Credo de Nicea en la mezquita de Santa Sofía, después de haber rasgado en su pórtico, entre los aplausos de la Morisma bautizada, los falsos mandamientos de Mahoma.» (Zacarías de Vizcarra, «El apóstol Santiago y el mundo hispano», Acción Española, tomo 3, nº 16, 1º agosto 1932, páginas 394 y 400.) En 1934 fue Zacarías de Vizcarra uno de los principales organizadores del Congreso Eucarístico Internacional de Buenos Aires, al que asistió el Arzobispo de Toledo y Primado de España, Isidro Gomá Tomás, a quién encargaron pronunciar, el 12 de octubre de 1934, en el Teatro Colón, el discurso principal de la celebración oficial argentina de la Fiesta de la Raza, ocasión que la máxima autoridad de la iglesia católica española aprovechó para asumir y consolidar, de forma bien explícita, la idea que Vizcarra había introducido ocho años antes: «Apología de la Hispanidad.» En 1937, en plena guerra civil, volvió Vizcarra a España, convirtiéndose en fiel colaborador del Cardenal Gomá en la reorganización de la Acción Católica Española, dependiente de la Sede primada. Zacarías de Vizcarra, cuya primera publicación había sido un breve catecismo en vascuence, publicó en 1939, en la Editorial Tradicionalista de San Sebastián, un libro cuyo título no deja lugar a dudas: Vasconia españolísima. Datos para comprobar que Vasconia es reliquia preciosa de lo más español de España, donde asegura que el vascuence fue la lengua de buena parte de la España indígena prerromana, que los vascos son herederos directos del pueblo cántabro, cómo los vascos fundaron la primera de las colonias españolas en el sur de Francia (vasconia francesa), cómo Castilla fue fundada y poblada por los vascos, que la primera dinastía castellana (Fernando I el Magno) fue vasca, que Aragón nació en Vasconia, y su primer rey, Ramiro I, fue también vasco; que el primero que escribió en lengua castellana fue un vasco, explica la cooperación necesaria de los vascos en las empresas universales más gloriosas de la historia de España, el origen burgués y en último término extranjero (el malvado francés) del nacionalismo vasco, detecta ya la utilización política de este nacionalismo por parte de cierto marxismo y ofrece, además, hasta cuatro letras para el himno nacional español: una religiosa, otra española y dos hispanoamericanas. Desempeñó Vizcarra un papel protagonista en la articulación de Acción Católica Española tras la guerra civil, y su Curso de acción católica (Instituto de Cultura Religiosa Superior, Madrid 1942, varias reediciones) se convirtió en la obra de referencia para la agitprop católica de aquellos años. Fue nombrado Consiliario General de Acción Católica Española (y primer consiliario de los Cursillos de Cristiandad), y como tal formó parte del Patronato de Honor del XIX Congreso Mundial de Pax Romana celebrado en 1946, en el que intervino en más de una ocasión (ver en las Actas: 61-62, 81-83, 86-90, 96-99 y 132-146). Desde las angustias de 1932 habían cambiado bastante las cosas: los judíos, aunque diezmados tras la shoah, consolidaban el naciente Estado de Israel; y, antes que preparar sermones destinados a la morisma bautizada de Santa Sofía, era más urgente frenar el avance del comunismo ateo en tierras de la hispanidad, detener la expansión entre nosotros del que se presentaba como inexpugnable imperio soviético. Electo el 2 de abril de 1947 como Obispo Auxiliar de Toledo y Obispo de la sede virtual de Eressus, tomo posesión el 22 de junio de 1947 (el Arzobispo de Toledo desde 1941 hasta 1968 fue Enrique Pla y Deniel, cardenal desde 1946), continuó incansable su activismo de inteligente luchador católico. Prueba magnífica de los avances que iban logrando con las prudentes estrategias que seguían para cercenar al comunismo, la encontramos en la mención nominal que mereció Vizcarra en 1956 en uno de los documentos más significativos del Partido Comunista de España, la organización clandestina más perseguida entonces en el interior: «La ideología de la democracia cristiana es opuesta a la ideología del comunismo. Pero en los artículos publicados por Monseñor Zacarías de Vizcarra en «Ecclesia» y en algunas actitudes de jerarquías o católicos destacados hay un tono conciliante, civil, al hablar del Partido Comunista, que contrasta con los llamamientos a nuestro exterminio físico hechos por otros católicos en otros períodos. En dichos artículos no se plantea la lucha en el terreno de la guerra civil, sino en el terreno ideológico. Nosotros pensamos igualmente, que la discusión, la polémica, la lucha de ideas, y no la violencia física, son las formas que deben utilizarse para dirimir las diferencias políticas e ideológicas.» (Declaración del Partido Comunista de España, Por la reconciliación nacional, por una solución democrática y pacífica del problema español, Junio de 1956.) ¡Qué regocijo tendría Vizcarra –y el jesuita padre Llanos, por ejemplo, que ese mismo año trasladaba su activismo al Pozo del Tío Raimundo– al comprobar la efectividad de la acción católica entre aquellos ingenuos marxistas cristo dialogantes, a los que con paciencia se podría ir trocando de feroces lobos comunistas en inocuos corderos pacifistas! Falleció Zacarías de Vizcarra el 18 de septiembre de 1963, tras más de 57 años de sacerdocio y más de dieciséis como Obispo. Bibliografía de Zacarías de Vizcarra Arana:
  • Cristiñavaren Jaquinbide Labustua, Florentino Elosuren, Durango 1911, 24 págs.
  • Catecismo breve de la doctrina cristiana, Florentino Elosuren, Durango 1912, 20 págs.
  • La vocación de América: finalidad y carácter de la nueva fiesta litúrgica del 12 de octubre instituida por el Episcopado argentino en 1933, Librería de A. García Santos, Buenos Aires 1933, 139 págs. • Gladius, Buenos Aires 1995.
  • Vasconia españolísima. Datos para comprobar que Vasconia es reliquia preciosa de lo más español de España, Prólogo de José Artero, Editorial Tradicionalista, San Sebastián 1939, XI+254 págs. • Segunda edición, Publicaciones Españolas (Claves de España 8), Madrid 1971, VIII+206 págs.
  • Curso de acción católica, Instituto de Cultura Religiosa Superior, Madrid 1942, 515 págs. Segunda edición: Madrid 1943, 560 págs. Cuarta edición revisada y completada, Acción Católica Española, Madrid 1953, 662 págs.
  • Idea justa de la Acción Católica, Acción Católica Española, Madrid 1952, 64 págs. Segunda edición, ACE, Madrid 1954, 80 págs.
  • Los ideales de la Unión Española de Hermandades Profesionales a la luz del pensamiento social pontificio, Revista Eclesiástica, Madrid 1960, 15 págs.
Sobre Zacarías de Vizcarra Arana:
  • 1964 Monseñor Vizcarra (sesión necrológica), Instituto Central de Cultura Religiosa Superior, Madrid 1964, 47 págs.
  • 1965 Francisco Gutiérrez Lasanta, Pbro., Tres cardenales hispánicos: Gomá, Benlloch, Tedeschini, y un obispo hispanizante: Zacarías de Vizcarra, Talleres Editoriales de «El Noticiero», Zaragoza 1965, 323 págs.
  • 2002 Jorge Lombardero Álvarez, «La Hispanidad según Zacarías», El Catoblepas, nº 5, pág. 19, julio 2002.
Sobre Zacarías de Vizcarra Arana en el Proyecto filosofía en español: Textos de Zacarías de Vizcarra en el Proyecto filosofía en español: